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Lucro da Petrobras no 3º tri soma R$266 mi, vem abaixo da expectativa bilionária

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira que teve lucro líquido de 266 milhões de reais no terceiro trimestre, abaixo da expectativa bilionária do mercado, em meio a eventos não recorrentes, como contingências judiciais e adesão a programas de regularização tributária.

Mas a companhia reverteu um prejuízo de 16,458 bilhões de reais no mesmo período do ano passado, que havia sido amplamente impactado por baixas contábeis, dentre outras questões, informou a petroleira estatal.

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O consenso do mercado apontava para um lucro de 3,2 bilhões de reais entre julho e setembro deste ano.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 19,223 bilhões de reais no terceiro trimestre, ante 22,262 bilhões de reais no mesmo período do ano passado.

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"Teve um pequeno impairment (baixa contábil) no terceiro trimestre... As questões extraordinárias (negativas) é que foram de 2 bilhões de reais... Desses 2 bilhões de reais, aproximadamente 900 milhões foram do Refis, (programa de refinanciamento de débitos tributários da União)", afirmou o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, em entrevista a jornalistas.

A companhia informou "outras despesas operacionais" de 4,5 bilhões de reais, com maior provisão para perdas e contingências com processos judiciais, que somaram 1,64 bilhão de reais.

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A Petrobras reportou ainda despesas gerais e administrativas de 2,45 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 10 por cento ante o segundo trimestre, basicamente por maiores gastos com serviços de terceiros.

Já a dívida líquida da empresa somou 279,237 milhões de reais ao final do terceiro trimestre, ante 314,120 milhões de reais no fim de 2016.

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Com isso, o índice dívida líquida sobre Ebitda ajustado caiu para 3,16 vezes, ante 3,54 no fim do ano passado e 3,93 vezes no terceiro trimestre de 2016.

Entre o final do ano passado e o terceiro trimestre deste ano, a alavancagem reduziu de 55 para 51 por cento.

Monteiro destacou a gestão da dívida da empresa, que buscou um alongamento, possibilitando o aumento do prazo médio do vencimento de 7,46 anos, no fim de 2016, para 8,36 anos, no fim do terceiro trimestre.

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(Por Rodrigo Viga Gaier, Marta Nogueira e Roberto Samora)

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