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Magda Chambriard deve fazer mudança parcial em diretorias da Petrobras

Um dos que devem permanecer no cargo é o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Mauricio Tolmasquim

Economia|Do Estadão Conteúdo

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Magda foi diretora-geral da ANP no governo Dilma Jefferson Rudy/Agência Senado - 27.11.2014

A futura presidente da Petrobras, Magda Chambriard, fará mudanças na diretoria da estatal, mas deve preservar parte dos executivos. Um dos que devem permanecer no cargo é o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Mauricio Tolmasquim.

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Na terça-feira pela manhã (21), Tolmasquim se encontrou com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na Base Aérea do Galeão, no Rio. Silveira acompanhava o embarque de eletricistas para auxiliar na reconstrução da rede no Rio Grande do Sul. O encontro foi um pedido do ministro, que queria falar de gás natural. A conversa durou alguns minutos e foi interpretada como uma sinalização positiva para Tolmasquim em meio às mudanças na estatal, sob Magda e mais alinhada à pauta do governo federal.

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Além dos projetos de transição energética da Petrobras, Tolmasquim cuida da gestão do gás produzido pela companhia, à exceção das unidades de processamento de gás, sob responsabilidade de Willian França, diretor de Processos Industriais. A maior oferta de gás ao mercado pela Petrobras é um ponto de pressão da Esplanada sobre a estatal, sobretudo do Ministério de Minas e Energia.

Tolmasquim, dizem pessoas próximas à sucessão na estatal, tem boa relação com Magda, além de fiadores dentro do PT. A leitura é de que, para uma nova presidente com muita experiência em petróleo, mas pouca entrada no setor da energia elétrica — área em que a Petrobras pretende atuar —, Tolmasquim seria um quadro estratégico. Respeitado no setor, o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética foi coordenador do grupo de trabalho de Minas e Energia na transição de governo.

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Sob pressão

Mas o executivo não é unanimidade no governo, sendo alvo de críticas do próprio PT. Membros da Federação Única dos Petroleiros, por exemplo, já reclamaram publicamente de falta de evolução dos projetos. A tendência, portanto, é de que ele seja pressionado a promover mudanças na diretoria e a acelerar projetos para aplacar as queixas de lentidão que se multiplicaram nos últimos meses.

Também alvo de queixas relacionadas à lentidão no andamento de projetos, obras e pouca atenção ao conteúdo local nos empreendimentos, o diretor de Engenharia, Inovação e Tecnologia, Carlos Travassos, pode não ter a mesma sorte. Suas chances de permanecer à frente da área que lida com os fornecedores da estatal são consideradas baixas em razão de fortes resistências dentro do PT.

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Funcionário de carreira com 33 anos de Petrobras, Travassos conta com o respaldo de parte dos conselheiros e da própria empresa, mas não deve resistir às críticas, que também passam por encomendas à indústria naval muito aquém do esperado pelo governo e pelo próprio presidente Lula.

Uma das reclamações mais objetivas se refere ao número considerado baixo de novos navios de transporte colocados no plano estratégico — quatro —, enquanto os críticos estimam haver uma demanda potencial superior a 20 embarcações na subsidiária de transporte da estatal, a Transpetro.

Outra queixa se deve ao prazo estimado para a conclusão da fábrica de fertilizantes de Três Lagoas (MS). Travassos fala em até cinco anos, tempo considerado excessivo para áreas do governo. A gestão dos nomes da diretoria foi facultada a Magda Chambriard por Lula, mas pessoas próximas dizem que ela terá de submeter as mudanças também aos ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil).

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