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Maioria dos casos de malha fina são números digitados errados, diz supervisor nacional do IR

José Carlos Fonseca explica mudança na origem dos dados da declaração pré-preenchida e reforça a importância de conferi-los

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Receita Federal iniciou o recebimento das declarações do Imposto de Renda de 2026, com prazo até 29 de maio.
  • O supervisor nacional do IR, José Carlos Fonseca, informou sobre a mudança na origem dos dados da declaração pré-preenchida, agora provenientes de declarações da própria empresa.
  • É fundamental conferir os dados, pois muitos erros são apenas de digitação, não de fraude.
  • Existem duas formas de declarar: listando todas as despesas ou utilizando 20% do salário para o cálculo do imposto sobre os 80% restantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Receita Federal começou a receber nesta segunda-feira (23) as declarações do Imposto de Renda de 2026. O prazo termina no dia 29 de maio e quem exceder a data estará sujeito a multa.

O supervisor nacional do Imposto de Renda, José Carlos Fonseca, explica em entrevista ao Alerta Brasil que, este ano, houve uma mudança na origem dos dados da declaração pré-preenchida. Agora as informações vêm de outras declarações da própria empresa.


Entrega da declaração do imposto de renda 2026 já tem data
Quem teve gastos com deduções adicionais deve guardar o comprovante, aconselha especialista Reprodução/Record News

Fonseca observa que muitas empresas não apresentaram essas informações ou tiveram que retificá-las; por isso, ele reforça a importância de conferir os dados e, caso necessário, corrigi-los para não correr o risco de cair na malha fina.

“A maioria [dos casos de malha fina] não são casos de fraude ou de tentativas de sonegação. A maioria são números digitados errados. Sabe quando você está com pressa e acaba trocando o CPF, alterando o CNPJ, colocando um valor um pouco maior ou menor? Então, isso acaba gerando a malha fina”, analisa.


Segundo ele, existem duas maneiras de fazer essa declaração. Ou é preciso relacionar todas as despesas, ou é retirado 20% do salário e o imposto é calculado sobre os 80% restantes.

“Para quem não quer utilizar esses 20% e tem mais deduções, gastou mais com médicos, com escola, com previdência, essas pessoas têm que ficar atentas porque elas precisam ter realmente o comprovante”, explica.

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