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Mansueto: 9 Estados não conseguiram cumprir teto exigido por lei de renegociação

Economia|Do R7

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O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse nesta quinta-feira, 28, que nove dos 19 Estados que renegociaram dívidas com a União em 2016 descumpriram o teto de gastos nos últimos anos e foram notificados pelo Tesouro sobre a possibilidade de perda do benefício. "Eles foram notificados e agora podem recorrer administrativamente. Em dois casos, foram revisados, mas ainda assim são nove Estados em descumprimento", afirmou, sem citar quais Estados são esses.

Mansueto lembrou que o Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF) proposto pelo governo busca resolver o problema, concedendo dois anos adicionais para que esses Estados se enquadrem nas regras do acordo

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de 2016.

"Mesmo se não cumprirem, os Estados manterão alongamento de dívida, mas pagarão encargos. Agora imagina nove Estados perderem o alongamento da dívida e terem que pagar todo esse montante em 12 meses. Temos que resolver antes disso", completou o secretário.

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RS

Ele admitiu que nenhum governo estadual deve conseguir a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) dos Estados ainda este ano, mas afirmou que o Rio Grande do Sul está com o processo mais avançado para ingressar no programa. "No começo do ano esperávamos que Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás entrassem no RRF, mas isso não ocorreu. As assinaturas devem ficar para 2020", completou.

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O RRF foi aprovado em 2017, mas apenas o Rio de Janeiro conseguiu aderir ao regime, que suspende o pagamento das parcelas das dívidas estaduais com a União por três anos, em troca de medidas de redução dos gastos públicos e a privatização de companhias estatais estaduais.

Ao contrário do Rio Grande do Sul, destacou Mansueto, Minas Gerais demorou a enviar as medidas de ajuste fiscal à Assembleia Legislativa. "No caso de Minas, os projetos foram enviados apenas em outubro", detalhou.

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No caso de Goiás, embora o problema fiscal seja menor, Mansueto não soube dizer se o Estado já entregou à Assembleia Legislativa o plano de ajuste fiscal exigido para o ingresso no RRF.

Agenda social

O secretário do Tesouro Nacional avaliou que a agenda social deve ser o marco inicial de qualquer política pública e defendeu a melhoria dos programa que já existem, em vez da criação de novos programas. "Temos que procurar olhar para o orçamento todo ano e perguntar como tornar o gasto público mais distributivo, qual é o impacto social de cada ação. Não é questão de pacote ou programa, mas sim de avaliação contínua", completou.

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