Manutenção da taxa de juros revela preocupação dos EUA com a inflação: ‘A gasolina subiu mais de 25%’
Carla Beni explica decisão do Banco Central americano e impactos para o Brasil
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
O Banco Central dos Estados Unidos manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A decisão, aprovada por unanimidade pelo comitê de política monetária, já era esperada pelo mercado e representa a quinta reunião consecutiva sem alterações nos juros.
A manutenção ocorre em um cenário de inflação ainda elevada e mercado de trabalho aquecido e contraria os pedidos de Donald Trump para uma “redução drástica” da taxa. Segundo a economista do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo), Carla Beni, diferentemente de outros bancos centrais, a autoridade monetária americana considera tanto o controle dos preços quanto os níveis de emprego na definição da política monetária.
“Eles estão muito preocupados com a elevação de preços, porque a gasolina para o americano subiu mais de 25% desde que começou a guerra. O presidente do Banco Central já disse que, se esse processo não diminuir, talvez ele volte a subir os juros na próxima reunião”, relata a economista.
A decisão tem impacto sobre economias de todo o mundo, incluindo o Brasil. Como os títulos do governo dos Estados Unidos são considerados os ativos de menor risco do mercado internacional, mudanças nos juros americanos influenciam o fluxo global de investimentos. “Se o Banco Central americano subir a taxa de juros, os outros países também teriam que remunerar mais pelo seu papel”, afirma Beni.
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