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Marubeni diz que negócio agrícola nos EUA foi afetado por guerra comercial com China

Economia|Do R7

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Por Yuka Obayashi

TÓQUIO (Reuters) - A guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou os lucros da Marubeni no setor agrícola norte-americano, mas a empresa japonesa não planeja alterar sua estratégia nos EUA, disse nesta sexta-feira um importante executivo da companhia.

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As operações agrícolas da Marubeni nos EUA, que incluem a Gavilon, também foram afetadas pelo mau tempo no país, afirmou em uma coletiva de imprensa o diretor financeiro da companhia, Nobuhiro Yabe.

A decisão recente de sua unidade Columbia Grain Trading (CGTI) de interromper todas as novas vendas de soja à China representa pouco impacto para os lucros totais da Marubeni, já que as receitas da CGTI já haviam sido prejudicadas pelo comércio mais lento devido à disputa entre EUA e China, disse Yabe.

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A Marubeni atualmente não tem planos de fechar ou vender a CGTI, mas a unidade poderia eventualmente ser liquidada, acrescentou ele.

No segundo trimestre, o lucro líquido da Marubeni recuou 25%, para 65,17 bilhões de ienes (609,7 milhões de dólares), mas a empresa manteve sua projeção para o lucro do ano completo em 240 bilhões de ienes, em linha com a média de estimativas compiladas pelo Refinitiv, de 244,7 bilhões de ienes.

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Ganhos maiores no setor de metais, impulsionados por maiores preços do minério de ferro, foram compensados por lucros menores nos negócios agrícolas e químicos, assim como por perdas por impairment de cerca de 9 bilhões de ienes em um projeto de óleo e gás em desenvolvimento nos EUA.

"A guerra comercial reduziu o fluxo de grãos dos EUA para a China, o que diminuiu a taxa de utilização da capacidade de nossos terminais de exportação", disse Yabe.

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"Como impacto indireto da disputa comercial, os preços das commodities, incluindo recursos naturais, foram prejudicados, com exceção do minério de ferro e do carvão, por conta da menor demanda chinesa ou por ajustes de posições de investidores com base nas expectativas de que a demanda global vá se enfraquecer", afirmou o executivo.

(Reportagem de Yuka Obayashi)

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