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Meirelles diz que Brasil pode superar crescimento de 3% em 2018

Afirmação do ministro da Fazenda foi feita durante palestra no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça

Economia|Da Agência Brasil

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Meirelles demonstrou otimismo aos investidores
Meirelles demonstrou otimismo aos investidores

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira (23) que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil poderá superar os 3% previstos pelo governo para 2018.

"Estamos em uma situação em que se consolidou a trajetória de recuperação, de crescimento do Brasil", afirmou.

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O ministro participa, em Davos, na Suíça, do Fórum Econômico Mundial, onde concedeu entrevista após palestra no Itaú Private Lunch.

Ontem, o FMI (Fundo Monetário Internacional) divulgou estimativa de que o PIB brasileiro — soma de todas as riquezas produzidas pelo país — deve crescer 1,9% neste ano, o que representa aumento de 0,4 ponto percentual na projeção anterior, divulgada em outubro pela instituição.

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"O FMI sempre é mais conservador, como deve ser, normal. Mas, evidentemente, os analistas brasileiros têm mais informação a respeito. Acredito que o crescimento [do PIB] vai estar mais próximo de 3% ou até superar os 3%", ressaltou. A projeção do mercado é de crescimento de 2,7%.

Segundo Meirelles, há crescente interesse de estrangeiros em investir no Brasil, apesar de investidores verem isso com cautela, devido às eleições.

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"É normal que, em período eleitoral, momento que país vai entrar em um processo importante de discussão eleitoral, muitos [investidores estrangeiros] passem a ter um pouco mais cautela, aguardando o desenrolar dos acontecimentos", disse. "Mas o interesse é muito grande. O investimento direto no Brasil é grande e tende a crescer, esse ano pode superar o ano passado."

Informe publicado ontem pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento mostra o Brasil em sétimo lugar como destino de US$ 60 bilhões estrangeiros. A Austrália aparece em sexto, no relatório, também com US$ 60 bilhões. Em 2016, quando recebeu cerca de US$ 50 bilhões, de acordo com o relatório, o Brasil ocupou sozinho o sexto lugar.

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Meirelles chegou a dizer que o País poderá chegar este ano ao patamar dos US$ 70 bilhões. "Vamos aguardar, ainda é prematuro."

Ao ser indagado se seria favorável a uma possível privatização da Petrobras, o ministro afirmou que por princípio á a favor da privatização.

"Tenho expressa essa posição já há muitos anos. Evidentemente que tudo isso tem que ser feito paulatinamente. Nós temos um desafio enorme, agora, que é a privatização da Eletrobras, que já está sendo questionada no Congresso. Vai ser um desafio muito grande. Não acho momento adequado para criar ruído sobre esse aspecto [Petrobras]."

Nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que propõe regras para a privatização da Eletrobras. Pelo texto, a operação se dará por meio de aumento do capital social da empresa, que o governo considera “democratização do capital da Eletrobras”.

Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O projeto também prevê que a União tenha ações especiais na Eletrobras após a privatização, chamadas de golden share, que dão a seu detentor direitos como garantia de indicação de um membro do Conselho de Administração.

"A [privatização da] Eletrobras é tão ou mais importante que a privatização da telefonia na década de 1990. Eu acho que vai ser aprovada, mas é uma luta grande. Vamos vencer essa batalha", diz.

O Fórum Econômico Mundial acontece até o dia 26. De acordo com os organizadores, a edição de 2018 tem a participação recorde de chefes de Estado e de representantes de organizações internacionais, além de lideranças das áreas de negócios, sociedade civil, mundo acadêmico, artes e mídia.

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