Mês do Consumidor: 6 em cada 10 brasileiros tiveram problema com entrega de encomendas
Pesquisa aponta falhas na entrega, dificuldade de localizar endereços e aumento de fraudes ligadas ao rastreio de compras online
Economia|Do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Compras pela internet se tornaram rotina no Brasil. Mesmo assim, a etapa final — a entrega — ainda gera transtornos para muitos consumidores.
Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro mostra atraso frequente, problemas na localização de endereços e crescimento de golpes ligados a encomendas.
O levantamento ouviu 1.500 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
Entre os entrevistados, 62% afirmam já ter recebido compras com atraso. Outro problema aparece no sistema de rastreamento: 40% relatam casos em que o status indicava “entregue”, mas o produto não havia chegado.
Há também dificuldade para localizar endereços. 28% dizem ter deixado de receber encomenda após tentativa de entrega sem sucesso por erro na identificação do local.
Segundo Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, o crescimento do comércio eletrônico trouxe desafios para o momento da entrega.
“Quando uma encomenda atrasa ou aparece como entregue sem ter chegado, o problema deixa de ser apenas logístico e passa a impactar diretamente a confiança na compra”, analisa Meirelles.
Segundo ele, entender como os brasileiros vivem essa etapa ajuda a identificar onde estão os gargalos para que a experiência de consumo funcione de ponta a ponta.
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População de renda menor
O estudo mostra diferenças entre grupos sociais. Entre pessoas das classes D e E, 35% já tiveram encomenda não entregue por dificuldade de localização do endereço. Nas classes A e B, o índice cai para 23%.
Moradores de favelas relatam mais obstáculos. Nesse grupo, 46% afirmam ter passado por situação semelhante.
Mesmo com esses problemas, grande parte da população consegue receber compras em casa: 88% dizem receber encomendas diretamente na residência.
O percentual chega a 94% entre pessoas das classes A e B, enquanto 76% das classes D e E relatam conseguir o mesmo.
Entre moradores de favelas, o índice é menor: 63% afirmam receber encomendas no próprio endereço.
Golpes ligados a encomendas
O crescimento das compras online também abriu espaço para fraudes. Segundo o levantamento, 51% dos brasileiros relatam já ter recebido mensagens ou e-mails falsos sobre entregas ou rastreio de encomendas.
Em parte dos casos, a fraude acaba dando prejuízo. 17% dizem ter caído em golpes desse tipo.
O problema aparece com mais frequência entre pessoas com menor renda e escolaridade. Entre brasileiros das classes D e E, 28% relatam prejuízo com esse tipo de fraude, enquanto o índice fica em 13% nas classes A e B.
Entre quem possui até o ensino fundamental, 22% afirmam ter sido vítimas. Já entre pessoas com ensino superior, o percentual é de 12%.
O Ministério da Justiça lançou um plano de ações de combate a fraudes bancárias. O objetivo é criar um ambiento digital seguro para os brasileiros. Para se proteger contra os golpes virtuais, veja as dicas do Jornal Da Record!
Recebimento sem agendamento
Outro dado do estudo aponta facilidade no recebimento de encomendas sem horário marcado: 77% dos entrevistados afirmam conseguir receber entregas sem necessidade de agendamento.
O percentual cresce em prédios com portaria, onde 86% relatam esse tipo de situação.
Entre pessoas das classes D e E, a necessidade de combinar horário aparece com maior frequência. Nesse grupo, 73% dizem receber encomendas sem agendamento prévio.
O levantamento indica avanço do comércio eletrônico no país, mas também mostra desafios na etapa final da compra: a chegada do produto ao consumidor.
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