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Minha Casa, Minha Vida representa quase 50% do setor de construção civil no Brasil, diz economista

FGTS mudou regras do programa; aumento nos limites de renda e nos valores máximos de imóveis faz parte da nova medida

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O FGTS alterou as regras do programa "Minha Casa, Minha Vida", aumentando limites de renda e valores máximos de imóveis.
  • A faixa de renda máxima foi aumentada de R$ 2.850 para R$ 3.200, beneficiando mais de 87 mil famílias.
  • O programa representa quase 50% do setor de construção civil no Brasil, contribuindo para a redução do déficit habitacional.
  • O economista destaca que a demanda por moradias é maior que a oferta, elevando preços e juros, necessitando de políticas públicas eficazes.

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O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) mudou as regras para a compra de imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A nova medida inclui o aumento nos limites de renda das famílias e nos valores máximos dos imóveis que podem ser financiados. Agora, a renda máxima da faixa 1 subiu de R$ 2.850 para R$ 3.200. A previsão é de beneficiar mais de 87 mil famílias.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (25), Rodrigo Simões, economista e professor, ressalta que o programa Minha Casa, Minha Vida representa quase 50% do setor de construção civil no Brasil. “É relevante, tem grande participação na economia. E isso de fato vem para poder contribuir com outro ponto da análise, que é sobre o déficit habitacional”, diz.


Conjunto de prédios residenciais de vários andares vistos de baixo para cima, com fachadas em tons de branco e cinza e varandas alinhadas; o céu está claro e azul ao fundo
A previsão do FGTS com novas regras é de beneficiar mais de 87 mil famílias Reprodução/Record News

Segundo Simões, existem dois problemas relacionados ao déficit habitacional. O encarecimento dos imóveis e as pessoas que não conseguem adquirir um imóvel e vão para o aluguel. “O aluguel também vem cada vez mais subindo de valor, fazendo com que o cidadão, fazendo com que as famílias brasileiras entrem cada vez mais em inadimplência”, alerta o economista.

Para ele, esse programa de política social busca trazer o mercado para um patamar de maior equilíbrio. Então, os bancos acabam percebendo que precisam buscar uma melhor negociação com os clientes, porque existe uma grande demanda de moradias. “Os bancos têm as condições de financiar empreendimentos, mas a demanda por moradias é muito maior”, explica.


“Quando a demanda é maior do que a oferta, você tem uma explosão dos juros, uma explosão dos preços. Aí é que entra a parte fundamental, que é uma política pública bem desenhada, com subsídios governamentais, para contribuir com o desenvolvimento urbano, com o desenvolvimento da parte urbana das moradias e do déficit das famílias”, afirma.

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