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Ministérios divergem sobre gastos com seguro-desemprego

Não é a primeira vez que o seguro-desemprego é fruto de informações divergentes

Economia|Do R7

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Para Manoel Dias, o aumento do pagamento do seguro-desemprego é decorrente do aumento de empregos
Para Manoel Dias, o aumento do pagamento do seguro-desemprego é decorrente do aumento de empregos

Os ministérios da Fazenda e do Trabalho discordam a respeito da causa do aumento nos gastos do governo com o seguro-desemprego. O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou nesta quinta-feira (15), ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a alta dos desembolsos para pagar o auxílio não se deve à rotatividade.

— A rotatividade é um problema hoje, mas não é tão grave quanto querem dizer. O aumento do pagamento do seguro-desemprego é decorrente do aumento de empregos. Saímos de 30 para 50 milhões de trabalhadores.

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As afirmações de Dias vão de encontro às colocações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que aponta, pelo menos desde o ano passado, que há muita rotatividade no mercado de trabalho brasileiro. Em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste mês, Mantega afirmou que "há muita rotatividade no mercado de trabalho e isso não é bom para o governo porque acabamos gastando mais com seguro-desemprego".

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Em novembro do ano passado, depois de se reunir com centrais sindicais para discutir a elevação dos gastos com seguro-desemprego e abono salarial, Mantega disse que dois pontos levavam a essa alta.

— O aumento da rotatividade ou fraudes que podem estar sendo cometidas por empresários.

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Histórico

Não é a primeira vez que o seguro-desemprego é fruto de informações divergentes vindas das duas pastas. Em julho do ano passado, o secretário de Políticas Públicas e Emprego do Ministério do Trabalho, Sérgio Vidigal, disse que o governo deveria mudar a fórmula de correção do seguro-desemprego a partir de agosto, após aprovação da medida na reunião seguinte do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).

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Com a mudança, o seguro-desemprego voltaria a ser corrigido pela fórmula aplicada ao salário mínimo, que leva em consideração a inflação passada e o crescimento da economia.

A fórmula deixou de ser usada no início de 2013 para os benefícios acima de um salário mínimo e o governo passou a reajustar as faixas superiores com base na variação de preços pelo INPC. Na ocasião, Vidigal chegou a dizer que a Fazenda, apesar das resistências iniciais, teria concordado com a mudança.

No mesmo dia, o Ministério da Fazenda negou que houvesse decisão tomada a respeito da mudança de fórmula de reajuste do seguro-desemprego. A Pasta afirmou não ser conveniente aumentar despesas naquele momento.

Na mesma semana, Manoel Dias voltou atrás na informação de que a mudança na forma de cálculo do seguro-desemprego estaria decidida pelo governo.

Após reunião com Mantega, o ministro do Trabalho afirmou que havia uma comissão de trabalho discutindo o assunto e calculando se havia necessidade de novos aportes do Tesouro com um reajuste do seguro-desemprego para benefícios acima de um salário mínimo. Na mesma ocasião, Dias descartou que o assunto tivesse gerado qualquer mal-estar com o Ministério da Fazenda.

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