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Ministro da Fazenda diz que 'a recuperação é uma questão de meses'

Para Joaquim Levy, Brasil está bem preparado para lidar com alta na taxa de juros dos EUA

Economia|Do R7

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Levy afirmou em uma reunião na capital espanhola que os bancos brasileiros foram bem capitalizados e têm grandes reservas cambiais
Levy afirmou em uma reunião na capital espanhola que os bancos brasileiros foram bem capitalizados e têm grandes reservas cambiais

O Brasil está bem preparado para lidar com qualquer volatilidade do mercado resultante de uma alta na taxa de juro dos Estados Unidos, disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, nesta segunda-feira (7), em Madri.

Levy afirmou em uma reunião na capital espanhola que os bancos brasileiros foram bem capitalizados e têm grandes reservas cambiais.

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"Isso nos assegura que, mesmo se começar uma volatilidade após o início de ajustes na taxa de juro dos EUA e haverá volatilidade, porque hoje o mercado está menos fluido e não fazemos o trabalho que costumávamos fazer para absorver os choques - no Brasil estamos bem preparados para enfrentar esse primeiro período de volatilidade", disse Levy.

O ministro da Economia espanhol, Luis de Guindos, em discurso no mesmo evento, disse que um aumento da taxa nos EUA poderia produzir certa volatilidade e incerteza, mas acredita que o Federal Reserve fez um bom trabalho na preparação do terreno para um aumento.

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"Eu não acho que vai ter um impacto significativo (na economia espanhola)", declarou ele no evento organizado pelo jornal espanhol El País.

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Muitas economias emergentes estão preocupadas de que uma alta na taxa do Fed desencadearia grandes saídas de capital dessas economias, criando uma turbulência no mercado que prejudicaria o crescimento.

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A economia brasileira entrou em recessão técnica oficialmente ao encolher mais do que o esperado no segundo trimestre, com contração da indústria, serviços e agricultura, assim como queda nos investimentos e consumo das famílias, pavimentando ainda mais o caminho para o país fechar 2015 com o pior desempenho da atividade em 25 anos.

Mas Levy expressou confiança de que a economia do país começará a sair da recessão em breve.

"A recuperação é uma questão de meses exatamente porque o governo tem tido a força de tomar as medidas necessárias a curto prazo", declarou ele.

Entre abril e junho, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil encolheu 1,9% sobre os três meses anteriores e caiu 2,6% na comparação anual, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no final de agosto.

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