Ministro da Fazenda prevê inflação entre 5% e 5,5% no próximo ano
Joaquim Levy disse ainda que a economia brasileira está se reequilibrando
Economia|Joyce Carla, do R7

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou na manhã desta sexta-feira (14), em São Paulo, que o BC (Banco Central) está bastante vigilante com relação à inflação e que os indicadores já apontam para um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) — a inflação oficial — entre 5% e 5,5% em 2016 e para a meta, de 4,5%, em 2017.
— Temos que lembrar que a meta é 4,5%, não 6,5%. E que o teto da meta não é mais 6,5%. Em 2017, é 6,0%.
O ministro falou sobre a influência da inflação na competitividade das empresas brasileiras em um evento promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio), no qual os empresários deram apoio à agenda de ajustes do ministro e pediram a simplificação do pagamento de impostos no Brasil.
Segundo o presidente da Amcham, Gabriel Rico, para a retomada do crescimento do País, é preciso reduzir a burocracia e a insegurança jurídica.
Além de Levy, também participaram do evento o ex-ministro Delfim Netto e o sócio-presidente da consultoria PwC, Fernando Alves. A Câmara Americana tem, atualmente, cerca de 5.000 empresas associadas, sendo 85% delas brasileiras.
Recuperação
Lev afirmou ainda que a "economia está reequilibrando", e um exemplo disso, segundo o ministro, é o fato de que a agência de classificação de risco Moody's manteve o grau de investimento do País devido a estas melhoras na economia.
— Se você olhar o superávit estrutural, vai verificar que o balanço estrutural fiscal primário vinha se deteriorando desde 2012 e o que fizemos foi estancar e vamos aos poucos voltar a melhorar.
Em relação à alta do dólar frente ao real, Joaquim Levy disse que isso vai ajudar a indústria brasileira e que é preciso trabalhar duro para aprovar leis que melhorem o ambiente de negócios no país.
— O Brasil vai viver período muito favorável para a indústria por ajuste no câmbio
No acumulado do ano, até a véspera, o dólar registrou valorização de 32% sobre o real, o que melhora a competitividade dos produtos nacionais no exterior.















