Ministro da Indústria confirma retomada de diálogos comerciais com os EUA sobre tarifaço
Declaração de Marcio Elias Rosa aconteceu após novo acordo comercial firmado com a Índia para ampliar mercado externo
Economia|Deborah Hana Cardoso, da RECORD
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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, confirmou nesta quinta-feira (27) que o governo do Brasil vai se reunir com representantes dos Estados Unidos para negociar a flexibilização ou mesmo a revogação das taxas aplicadas às exportações brasileiras.
O encontro foi acordado após um telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. A estratégia oficial foca na busca por um acordo que repare os danos causados pelas tarifas aplicadas contra produtos brasileiros.
Márcio Elias Rosa deixou claro que a soberania não será negociada: “Nós não vamos propor nada que não favoreça o interesse brasileiro. Jamais proporíamos algo que pudesse causar dano à economia nacional. Ao contrário, todo o esforço do governo é para reparar o dano que já nos foi causado”, destacou
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Em busca de diversificar o comércio exterior, ainda muito dependente das relações com a China e os EUA, o Brasil firmou hoje um acordo comercial que amplia a cooperação com a Índia. Como já noticiado pelo R7, a meta comercial prevista para 2030 foi alcançada já este ano.
“Com a Índia, o crescimento é espetacular. Nós tivemos um crescimento nos últimos anos de 82% na relação comercial. Esse ano, já até julho exportamos 5,9 bilhões de dólares, o que representa um grande acréscimo em relação ao ano passado”, ressaltou. “É bom lembrar que o presidente Lula esteve em fevereiro desse ano na Índia, justamente estabelecendo essa aproximação”, finalizou.
O interesse no mercado indiano não é de agora. No início do ano, a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) abriu um escritório em Nova Délhi para fortalecer a diplomacia e os investimentos entre os países.
O ministro citou ainda alguns setores considerados estratégicos para o Brasil, como a indústria farmacêutica, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e parcerias estruturadas em minerais críticos.
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