Economia Ministro nega risco de apagão ou racionamento de energia

Ministro nega risco de apagão ou racionamento de energia

Bento Albuquerque afirma que o governo monitora o sistema elétrico 24h por dia e está adotando medidas desde o fim de 2020

Agência Estado - Economia
"Não corremos risco de apagão", garante Albuquerque

"Não corremos risco de apagão", garante Albuquerque

José Cruz/Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reafirmou que não há risco de o Brasil voltar a enfrentar racionamento ou apagão devido à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.. Ele garante que o governo monitora o sistema elétrico 24 horas por dia e que está adotando medidas desde o final do ano passado.

"Não corremos risco de apagão, não corremos risco de racionamento. Como eu já tive oportunidade de falar algumas vezes, nós monitoramos o nosso sistema interligado nacional 24 horas por dia", disse em entrevista ao programa 'Agenda Econômica', da TV Senado. 

No final do mês passado, o governo editou uma Medida Provisória para criar a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética, a CREG. O grupo, presidido por Albuquerque, poderá determinar mudanças nas vazões de reservatórios e hidrelétricas, por exemplo. Como revelou o Broadcast, uma versão inicial do documento previa a possibilidade até mesmo de um programa de "racionalização compulsória".

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O ministro explicou que a escassez nos reservatórios levou à necessidade de acionar mais usinas termelétricas, que geram uma energia mais cara. Por causa disso, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou um reajuste de 52% na bandeira vermelha patamar 2 - taxa adicional cobrada nas contas de luz para fazer frente aos custos com a geração.

Albuquerque classificou o aumento como "consequência da crise hídrica" e afirmou que as térmicas dão mais segurança ao fornecimento de energia. "Essas termelétricas estão sendo utilizadas mais intensamente agora, fruto dos níveis dos nossos reservatórios e isso vai na conta do consumidor. Essas bandeiras tarifárias significam que o custo da energia ficou mais caro e essa energia tem de ser paga, é isso que indica e é isso que o consumidor vai ter de arcar com o custo", afirmou o ministro.

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