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‘Multinacionais ganham muito com a burocracia’ do sistema de pagamento, diz economista

Após críticas do governo americano ao Pix, presidente Lula afirmou que ninguém iria mexer na ferramenta brasileira

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula defende que o método de pagamento Pix não será alterado, apesar das críticas dos EUA.
  • O Banco Central continua a melhorar o Pix, que já registrou R$ 35,36 trilhões em transferências no último ano.
  • O economista Ricardo Buso ressalta que o Pix é mais eficiente e seguro comparado ao uso de cartões de crédito.
  • Buso também destaca que o Pix tem impulsionado o empreendedorismo ao eliminar taxas que encarecem o uso de maquininhas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu, nesta quinta-feira (2), a novas críticas dos Estados Unidos ao Pix e disse que “ninguém” vai fazer o governo brasileiro mudar o método de pagamento. Os americanos argumentam que o modelo é prejudicial às gigantes de cartão de crédito.

Em meio à polêmica, o Banco Central segue trabalhando na agenda evolutiva do Pix. No último ano, a ferramenta registrou R$ 35,36 trilhões em transferências e bateu um novo recorde. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (3), o economista Ricardo Buso aponta que a evolução do sistema de pagamento brasileiro incomoda empresas do setor bancário justamente por sua facilidade e agilidade.


A imagem mostra mãos segurando um telefone celular com a tela ligada em um aplicativo financeiro. Na interface, é possível ver a área de transferências do Pix, com opções organizadas em ícones e texto sobre fundo claro. O aparelho é segurado sobre o colo, com parte da roupa em tom azul visível ao fundo. O enquadramento foca exclusivamente no uso do celular, destacando a interação com o aplicativo em um ambiente interno bem iluminado.
EUA criticou Pix com o argumento de que ele é prejudicial a empresas de cartão de crédito Reprodução/Record News

“Nós temos ainda grandes empresas, gigantes multinacionais que ganhavam e ganham muito com a burocracia do sistema, e elas alegam uma concorrência, uma obrigatoriedade de que o Banco Central favorece o Pix porque é ele que opera, e não é nada disso. Só que são dois sistemas disponíveis que qualquer brasileiro está apto: o da burocracia dos cartões ou da facilidade, da agilidade e zero custo do Pix”, afirma.

O economista ainda destaca que a ferramenta foi essencial no auge da pandemia de Covid-19, quando muitos trabalhadores tiveram de empreender para sobreviver diante das demissões provocadas pelas restrições de circulação e pela flexibilização trabalhista.


“Facilitou muito, impulsionou o empreendedorismo por uma iniciativa que está sendo gerida pelo Banco Central, com independência, neutralidade e toda a segurança. Hoje, em que pese as acusações dos Estados Unidos de que precisa de mais segurança no sistema, entre as acusações tem essa, mas, respeitando as proporções de uso, o Pix é hoje o meio de pagamento mais utilizado. Eu vejo com muito mais facilidade fraude em cartão do que no Pix propriamente”, completa.

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