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Economia Natal sem brilho: luzes e enfeites estão em falta ou caros demais

Natal sem brilho: luzes e enfeites estão em falta ou caros demais

A dificuldade de produção da China, somada à dificuldade logística e ao dólar alto, promete um fim de ano apagado no país

  • Economia | Marcos Rogério Lopes, do R7

Luzes de Natal só voltam depois da pandemia

Luzes de Natal só voltam depois da pandemia

Pixabay

O Natal de 2021 vai ser de poucos enfeites pelas ruas e residências do Brasil. Além de os lotes com luzes LED e outros adereços continuarem, como no ano passado, com dificuldade para chegar da China, problemas logísticos e dólar alto tornaram inviável a importação desses itens.

O presidente-executivo da Abilumi (Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Produtos de Iluminação), Georges Blum, afirma que 95% das lâmpadas e luminárias vêm da China, país que reduziu consideravelmente a produção desde o início do avanço do novo coronavírus, no começo de 2020.

"O que tinha que chegar ao Brasil já chegou, mas veio pouco", admite Blum. "Os preços subiram bastante com o aumento do dólar, e mesmo quem teve intenção de comprar não encontrou tudo o que queria."

Segundo o executivo da Abilumi, o setor de iluminação no país deve demorar pelo menos cinco anos para retomar a situação que vivia em 2019. 

"Parou tudo durante a pandemia, e agora as empresas, vendo o possível fim da Covid-19, precisam recontratar tudo de novo e investir. Leva tempo", analisa Blum.

"As fábricas chinesas estão conseguindo se adequar, e aos poucos a situação vai se estabilizando. O cenário é melhor do que no ano passado, mas os produtos estão mais caros. Não tem como não repassar ao consumidor esses custos extras", comenta.

A assessora econômica da Fecomércio-SP (Federação do Comércio de São Paulo), Kelly Carvalho, diz que o consumidor vai encontrar no mercado poucas opções para sua árvore de Natal ou para sua casa. "E sem novidades, porque não houve tempo de lançamentos ou inovações da indústria."

"O que tem de enfeite de Natal nas lojas é o que sobrou de estoques passados. Esses itens não estão vindo mais na mesma quantidade", afirma Kelly.

A economista cita outro motivo para vermos ainda menos luzes natalinas neste ano, principalmente nas vitrines de shoppings e vias comerciais. "A pandemia deu a muitos empresários que não estavam na internet outra possibilidade de exibir seus produtos. O ecommerce cresceu bastante desde 2020 e isso em parte justifica o não investimento nesses enfeites."

"As vitrines hoje não são a única forma de atrair o público. A decoração é cara e está claro que a melhor forma de canalizar vendas nessa data é divulgar seu produto no comércio eletrônico, seja por uma rede social ou por um market place", conclui.

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