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No varejo da RMSP, 32,2% dizem estar com estoques elevados, diz a Fecomercio

Economia|Do R7

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O Índice de Estoques (IE), calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), registrou queda de 2,9% em março ante fevereiro, passando de 106,9 pontos para 103,9 pontos. Na comparação com março do ano passado, a redução foi de 11%. O indicador, que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas no comércio na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total).

O levantamento mostra ainda que 32,2% dos empresários consideram o seu estoque elevado demais. A proporção é a maior desde junho de 2011, quando a pesquisa se iniciou. O recorde anterior havia sido atingido em dezembro do ano passado (30,8%). Para 15,6% dos empresários, os estoques estão abaixo do adequado. "A parcela de 51,6% dos que têm os estoques adequados deveria ser maior, imagino que o ideal seria algo entre 70% a 80%", afirma Fábio Pina, assessor econômico da FecomércioSP.

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Pina destaca que as perspectivas de melhoria não são grandes por causa da situação econômica atual. "Os empresários já estavam esperando um ano difícil depois de um Natal fraco e com notícias negativas na economia, mas o ano está surpreendendo negativamente. A situação negativa está se impondo muito rapidamente", afirmou, destacando que em breve a entidade deve rever suas projeções para o PIB e para a Inflação de 2015. "Trabalhamos ainda com a inflação em 7,5% no ano, mas acho que vamos revisar para 8% e o PIB que imaginávamos algo entre 0 ou -0,5% também deve ser pior", disse.

Para a FecomercioSP, enquanto não houver sinais de controle de inflação e câmbio, a tendência é de que o consumidor se torne mais conservador e as vendas desacelerem. "A queda nas vendas desanima os varejistas e torna o giro de estoques lento e custoso para as empresas", afirma a Federação, em nota. "Vale lembrar que o custo de carregar o estoque está se elevando há mais de meio ano, com a alta continuada dos juros bancários. Ao mesmo tempo, a inadimplência das pessoas jurídicas está crescendo, confirmando o mau momento pelo qual passam as empresas no País", completa.

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A Fecomercio destaca ainda que a situação atual é "o pior dos mundos: queda de consumo com alta de preços". "Não será fácil quebrar esse círculo vicioso enquanto não houver ganhos vigorosos de confiança dos empresários na capacidade do governo em gerar respostas à economia, algo que passa pelo processo político, hoje pouco favorável", afirma.

Segundo a Federação, esse momento desfavorável na economia é agravado ainda mais pelo fato de o varejo ter se "acostumado" com uma forte expansão por causa "da nova classe média emergente". "Justamente esse grupo da população é o que tem sido mais severamente atingida pela alta de preços de itens básicos e pela redução da geração de postos de trabalho", destaca.

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