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Normas para destravar investimento no pré-sal saem até novembro, diz secretário

Economia|Do R7

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Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro prevê publicar até o fim de novembro duas resoluções importantes para destravar investimentos no pré-sal e viabilizar arrecadações pelo governo, ambas também necessárias para a realização da 2a Rodada de Licitação de Partilha de Produção, prevista para o segundo semestre de 2017.

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As novas regras tratam sobre o compartilhamento de jazidas de óleo e gás natural por meio de unitizações de áreas, além da comercialização de parte do petróleo e gás, extraídos sob regime de partilha de produção, que pertencem à União.

Em entrevista à Reuters, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, disse que a resolução sobre unitizações será publicada em outubro.

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As unitizações são necessárias quando uma jazida descoberta extrapola limites do contrato para uma outra área, para que ambos os lados acordem sobre como será a exploração.

No caso do pré-sal, há mais de dez casos mapeados de descobertas sob regime de concessão que se estendem para áreas do pré-sal da União, ainda não licitadas. Algumas delas já em produção, como nos campos de Lula e Sapinhoá, em Santos.

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"A minuta de resolução (sobre unitizações) já está pronta, está no momento recebendo uma avaliação jurídica... tecnicamente já foi concluída... Hoje eu diria que tenderia a sair em outubro", afirmou Félix, explicando que as regras serão ainda aprovadas no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A resolução irá deixar mais claro para o mercado como as jazidas compartilhadas serão monetizadas em conjunto, por diferentes investidores, em diferentes regimes.

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Um dos pontos jurídicos mais polêmicos era de quem seria a operação da jazida compartilhada, uma vez que a legislação atual determina que a Petrobras seja a operadora única do pré-sal.

Segundo Félix, a operação da jazida será decidida em um acordo entre ambas as partes responsáveis pelo ativo. O secretário discorda que haja polêmica sobre o tema, mas reconhece que a resolução trará maior conforto jurídico.

"Independentemente da mudança das regras no Congresso (que prevê o fim da operação única da Petrobras no pré-sal, em projeto ainda não votado), a Lei de Partilha e a (nova) resolução, as duas combinadas, já dão conforto para que a operação seja decidida entre os operadores das duas partes", afirmou Félix.

O secretário preferiu não dar mais detalhes sobre a nova resolução, mas frisou acreditar que as regras serão bem recebidas pela indústria, uma vez que o setor participou das discussões para a formulação da minuta.

"Foi tudo feito com base em práticas da indústria e com base na legislação brasileira e no conforto técnico e jurídico das diversas áreas envolvidas", afirmou o secretário.

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COMERCIALIZAÇÃO

Já a resolução que irá regulamentar a comercialização do petróleo e do gás da União, produzidos sob o regime de partilha, deverá ser publicada até o fim do ano, possivelmente entre outubro e novembro, segundo Félix.

Tal resolução não irá cuidar de questões estratégicas, como a destinação dos volumes produzidos, e sim de questões técnicas, legais e contratuais para a venda.

"A solução rápida é (necessária) por uma questão de arrecadação do governo por um lado, mas por outro pela questão da distribuição dos investimentos, dos custos das empresas (que atuam em áreas do pré-sal)", afirmou Félix.

O secretário explicou que o governo planeja vender o petróleo do pré-sal a preço de mercado, enquanto o gás natural deverá ser ofertado para algumas industrias definidas internamente, como forma de fomento.

"O gás por si só é um agente de desenvolvimento e o gás da União poderá ter destinações específicas, já que é uma forma de privilegiar algum tipo de negócio, desenvolver alguma atividade", afirmou Félix, sem entrar em detalhes.

Questionado se o país estuda utilizar o petróleo para realizar reservas estratégicas, o secretário afirmou que esse tema não está em estudo neste momento.

"Isso é algo para um médio prazo, porque a gente não tem volume para fazer isso. Daqui a alguns anos talvez a gente possa pensar nisso", afirmou Félix.

A publicação das resoluções neste ano, segundo Félix, faz parte de uma série de medidas que o país está tomando para atrair investimentos privados, que envolvem mudanças nas regras de conteúdo local, reformas na indústria do gás, no setor de refino e distribuição, dentre outras.

Segundo o secretário, a 14ª Rodada de Licitação de Blocos Exploratórios de Petróleo da ANP, sob regime de concessão, e a 2a Rodada de áreas do pré-sal, sob regime de partilha, previstas para o ano que vem, acontecerão em um ambiente muito mais propício para investimentos.

"Tudo o que vamos discutindo vão influenciar os editais dos leilões de 2017", completou Félix.

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