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Nova medida de Trump pode beneficiar exportação da carne bovina brasileira

Segundo Daniel Teles, especialista em contas públicas, cenário inflacionário preocupa o presidente dos EUA

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump anunciou a flexibilização das regras de importação de carne bovina para aumentar a oferta nos EUA e reduzir preços.
  • A Abiec ainda não recebeu informações oficiais, mas acredita que a medida pode beneficiar a exportação brasileira de carne.
  • Daniel Teles destaca que a inflação nos EUA preocupa e que a medida pode ser uma oportunidade para exportadores brasileiros.
  • O Brasil, atualmente em cota compartilhada, paga uma tarifa adicional de 26% após exceder o volume inicial de exportação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (21) que vai flexibilizar as regras de importação de carne bovina. A medida visa aumentar a oferta do produto no mercado norte-americano e ajudar a reduzir os preços.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras) afirmou que ainda não recebeu nenhuma informação oficial do governo americano e que eventuais flexibilizações podem beneficiar o Brasil.


De acordo com Daniel Teles, especialista em contas públicas, o cenário inflacionário nos Estados Unidos vem preocupando o mercado. “Esse preço está super sensível na gôndola dos mercados, primeiro por problemas de oferta, então naturalmente você tem uma pressão sobre o preço de alguns produtos”. Com as eleições de meio de mandato se aproximando, Trump busca evitar o efeito da inflação nas urnas.

Para Teles, a nova medida é uma oportunidade para os exportadores brasileiros. “O Brasil é um fornecedor extremamente competitivo no mercado, então a gente sabe da nossa capacidade de produção, de poder firmar bons acordos [...]. A gente sabe da nossa capacidade de produção. A grande verdade é que são poucos países que conseguem competir com nossos grãos, com a nossa carne, com a capacidade de distribuição também das empresas brasileiras. Então, eu diria que isso é positivo em certo âmbito; a gente poderia capturar uma boa parte desse mercado que está sendo demandado pelos Estados Unidos”.


Atualmente, o Brasil participa de uma cota compartilhada com outros fornecedores, que costuma ser preenchida nas primeiras semanas do ano. Ao final desse volume, a carne brasileira pode continuar entrando no país, mas paga uma tarifa adicional de 26%.

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