Logo R7.com
RecordPlus

Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

Aeronaves ficam isentas; ministério avalia que novo regime amplia competitividade de setores como calçados, móveis e confecções

Economia|Da Agência Brasil

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novas tarifas dos EUA beneficiarão 46% das exportações brasileiras, conforme o Mdic.
  • Aeronaves terão alíquota zero, anteriormente sujeitas a 10% de tarifa.
  • 25% das exportações agora têm tarifa global de 10%, podendo aumentar para 15%.
  • Setores agropecuários como pescados e café solúvel também se beneficiam, reduzindo tarifas de 50% para 10%.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF), 15/01//2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, onde falou sobre a aprovação, pela União Europeia, do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, entre outros assuntos.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Ministério de Alckmin diz que US$ 17,5 bilhões das exportações ficarão sem sobretaxa adicional Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 15.1.2026

O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou nesta terça-feira (24) o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.


Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo americano.


29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.


Aeronaves

Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.


Setores beneficiados

Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado americano.

Entre os setores beneficiados estão:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Calçados;
  • Móveis;
  • Confecções;
  • Madeira;
  • Produtos químicos;
  • Rochas ornamentais.

Esses produtos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Segundo a pasta, os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.