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Novo Minha Casa, Minha Vida, com juro menor, já está disponível

No Norte e Nordeste, taxa foi reduzida de 4,25% ao ano para 4%; nas demais regiões, de 4,5% para 4,25%, na Faixa 1 do programa

Economia|Do R7

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Entrada do imóvel ainda é o principal entrave
Entrada do imóvel ainda é o principal entrave

Os financiamentos para o MCMV (Minha Casa, Minha Vida), já com as novas regras do programa, estão disponíveis desde a última sexta (7) na Caixa, que tem a expectativa de aumentar o acesso ao crédito imobiliário.

Na avaliação da vice-presidente de Habitação do banco, Inês Magalhães, as novas condições de juros e subsídios devem contribuir para baixar o valor de entrada dos financiamentos do MCMV — o principal entrave para o acesso ao crédito com recursos do FGTS.

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O MCMV foi relançado neste ano pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, após a iniciativa assumir o nome de Casa Verde Amarela sob o comando de Jair Bolsonaro.

"Há um conjunto de famílias de renda baixa que tem certa organização financeira, que pode ser inserida no mercado de crédito. Todo mundo sabe que o entrave principal é a entrada, porque a prestação fica parecida com o valor do aluguel", argumentou Inês Magalhães, que já foi secretária de Habitação e ministra das Cidades, em conversa com jornalistas.

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Nas novas regras, houve um fatiamento das faixas do programa para permitir juros menores para rendas mais baixas.

Por exemplo, na Faixa 1, que compreende renda familiar de até R$ 2.640, quem ganha até R$ 2.000 teve redução na taxa, de 4,25% para 4% nas regiões Norte e Nordeste e de 4,5% para 4,25% no restante do país.

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Houve também atualização dos valores de subdivisões da Faixa 2 (até R$ 4.400). Os limites superiores da Faixa 2 e da 3 (até R$ 8.000), por sua vez, foram mantidos.

Subsídio

Outra mudança foi o aumento do valor máximo do subsídio do FGTS, de R$ 47,5 mil para R$ 55 mil, que pode ser acessado pelas Faixas 1 e 2 do MCMV.

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Na avaliação da Caixa, essas condições, aliadas ao maior prazo de empréstimo (de até 35 anos), aumentam o montante do imóvel que pode ser financiado, reduzindo o valor que o comprador tem que dar de entrada.

Em uma simulação realizada pelo banco para o financiamento de um imóvel de R$ 167 mil em Salvador, para uma família de renda de R$ 1.650, o valor de entrada cai de R$ 35,7 mil para R$ 200, com a ampliação do subsídio (R$ 47,5 mil para R$ 55 mil), do prazo do empréstimo (30 para 35 anos) e a redução do juro (4,25% para 4%).

O comprometimento de renda passa de 25% para 30%.

"A gente consegue reduzir o valor de entrada, esse é o grande ganho que foi buscado para as menores faixas de renda", destacou o diretor de Habitação, Rodrigo Wermelinger.

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