Novo salário mínimo injetará R$ 28,4 bi na economia
Remuneração de R$ 724, em vigor a partir de 1º de janeiro, tem maior valor real desde 1983
Economia|Do R7
O novo salário mínimo de R$ 724, em vigor a partir de 2014, vai injetar R$ 28,4 bilhões na economia do Brasil. Os dados são de um estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgado nesta quinta-feira (26).
Desse total, R$ 13,9 bilhões correspondem à arrecadação tributária sobre o consumo. Confirmado na última segunda-feira (23) pela presidente Dilma Rousseff, o novo salário mínimo teve um reajuste de 6,78% sobre o atual valor de R$ 678. O valor de R$ 724, que entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro, é o maior valor real desde 1983.
Porém, de acordo com o Dieese o aumento real do novo salário é de apenas 1,18%, descontando a variação da inflação de 5,54% medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período. Entre 2002 e janeiro de 2014, o ganho real foi de R$ 72,35%.
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De acordo com o estudo, 48,2 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo. Além disso, R$ 1 de aumento no salário mínimo equivale a R$ 278,54 milhões ao ano sobre a folha dos beneficiários da Previdência Social — ou seja, os R$ 46 a mais do novo salário representa um custo adicional ao ano de cerca de R$ 12,8 bilhões.
Cesta básica
O estudo do Dieese mostrou ainda que com o novo salário mínimo de R$ 724 é possível comprar 2,23 cestas básicas a um preço estimado de R$ 325,26 cada. É a maior quantidade registrada nas médias anuais desde 1979 — no extremo oposto, o salário mínimo comprava só 1,02 cesta básica em 1995.













