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‘O mercado de trabalho mostra números exuberantes, mas parece dar sinais de acomodação’, diz economista

País tem a menor taxa de desemprego para o trimestre desde 2012, mas crescimento da informalidade e desaceleração da economia acendem alertas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice desde 2012.
  • O economista Ricardo Buso destaca a força do mercado de trabalho, mas alerta para sinais de acomodação.
  • Há um crescimento na informalidade, com 38,3 milhões de trabalhadores informais e 26 milhões por conta própria.
  • O mercado de trabalho está aquecido, mas reflete a desaceleração econômica e os impactos dos juros elevados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, o menor índice para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), em 2012. Segundo o IBGE, cerca de 6,1 milhões de brasileiros estavam desocupados.

Para o economista Ricardo Buso, o resultado confirma a força do mercado de trabalho. “São números muito fortes ainda”, afirma. O especialista também destaca que a pesquisa contempla diferentes formas de ocupação, como trabalhadores autônomos, empreendedores e profissionais de aplicativos.


Além da queda do desemprego, houve redução da subocupação e do desalento, enquanto o rendimento médio do trabalhador cresceu 4% em relação ao ano passado, chegando a R$ 3.736. Apesar do cenário positivo, Buso alerta que o aumento da massa salarial pode influenciar a inflação. “O mercado de trabalho mostra números exuberantes ainda, só que ele parece dar sinais de acomodação”, explica.

O economista também chama atenção para a transformação do mercado de trabalho brasileiro. Embora o país tenha 39,3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, cerca de 38,3 milhões atuam na informalidade e outros 26 milhões trabalham por conta própria. Segundo ele, essa mudança exige atenção. “O trabalho formal é importante, ele está cercado de regras, mas nossa economia está caminhando para outra dinâmica”, afirma.


Na avaliação de Buso, o mercado segue aquecido, mas já reflete a desaceleração da atividade econômica e os impactos dos juros elevados. “Estamos numa fase de estabilização num patamar muito bom, muito baixo para os padrões brasileiros”, conclui o economista, ao destacar que o crescimento do emprego tende a ocorrer de forma mais gradual nos próximos meses.

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