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Oi vai detalhar proposta de aporte e quer mostrar à Anatel que empresa é viável, diz fonte

Economia|Do R7

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Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - A diretoria e o conselho de administração da Oi apresentarão na terça-feira à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) detalhes sobre a proposta de capitalização de 8 bilhões de reais da operadora, numa tentativa de evitar uma eventual intervenção estatal no grupo em recuperação judicial.

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Segundo fonte próxima ao conselho de administração da Oi, na reunião os executivos da operadora tentarão mostrar à Anatel "que o plano (de recuperação) avançou, há condições para se pensar no futuro após recuperação e que medidas extremas, como intervenção não seriam necessárias".

A Anatel convocou a empresa a apresentar na terça-feira uma proposta que possa ser aprovada pelos credores em assembleia prevista para setembro.

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Segundo a fonte, os representantes da Oi detalharão à Anatel que um aporte de 8 bilhões de reais anunciado em 19 de julho será realizado em três partes, sendo que uma delas, de cerca de 3 bilhões de reais ocorrerá por meio da conversão de bônus em ações por parte dos credores da companhia.

Os demais 5 bilhões de reais - divididos em uma parcela de cerca de 3 bilhões e outra de aproximadamente 2 bilhões de reais - corresponderiam a injeção de recursos novos.

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Segundo a fonte, a ideia para a reunião de terça-feira é mostrar que a Oi tem saúde financeira e operacional, mostrar a situação das negociações com os credores e tratar do aporte, com o detalhe da conversão dos bônus, "que a ajuda a destravar as negociações com os bondholders".

Porém, uma fonte familiarizada com o grupo de credores liderado pela Moelis & Co afirmou recentemente à Reuters que "do jeito que está, a proposta da Oi será amplamente rejeitada pelos credores".

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Procurada para dar sua posição sobre a reunião, prevista para começar às 10h na sede da Anatel, em Brasília, a Oi informou que vai "discutir a evolução operacional na companhia, planos de investimentos e ajustes ao plano de recuperação judicial, como o aumento de capital que está em avaliação por acionistas e credores, visando a fortalecer o balanço da Oi".

No primeiro trimestre, a operadora teve prejuízo líquido de 200 milhões de reais ante resultado negativo líquido de 1,8 bilhão de reais um ano antes.

A reunião da empresa com a Anatel ocorre em meio a um aumento da pressão, por parte do governo, para que se chegue a uma solução de mercado para a Oi, que apresentou em junho do ano passado o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil, sob dívidas de cerca de 65 bilhões de reais.

Uma fonte do governo chegou a dizer na semana passada que estava sendo analisada a possibilidade de entrada do governo na gestão da empresa, mesmo sem aprovação de projeto de lei que daria maior segurança jurídica a uma eventual intervenção.

Para especialistas no setor, como o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, com as regras atuais, uma eventual intervenção na Oi alcançaria apenas o serviço de telefonia fixa, por ser prestado em regime de concessão, mas não outras áreas, como telefonia móvel e banda larga.

"Como não está havendo risco de ameaça à prestação de serviço de telefone fixo, não haveria justificativa técnica para uma intervenção", disse Tude.

Atualmente, além de prestar serviços em 5 mil cidades do país, a Oi responde por cerca de 30 por cento dos serviços de telecomunicações utilizados pelo governo federal, que incluem desde comunicação com a base brasileira de Comandante Ferraz, na Antártida, à transmissão de dados das eleições.

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