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Oposição cobra prazo maior para discutir Coligadas

Economia|Do R7

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Integrantes da oposição cobraram um prazo maior para poderem analisar o relatório da Medida Provisória 627, conhecida como MP das Coligadas, apresentado na tarde desta terça-feira, 25, na Comissão Mista do Congresso.

"Eles não querem colocar em debate na hora certa. Querem votar de qualquer jeito. Não dá, é muita coisa para votar em cima da hora. Não dá nem para discutir o que é bom ou ruim", afirmou o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), após a apresentação do relatório realizada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente da Comissão Mista, senador Walter Pinheiro (PT-BA), determinou, entretanto, que a discussão e votação da proposta ocorra nesta quarta-feira, a partir das 11h.

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Na apresentação do texto, Eduardo Cunha informou que voltou atrás na decisão de incluir na MP um artigo que prevê punição para os auditores fiscais da Receita Federal que autuarem e multarem empresas em situações fiscais que já haja uma decisão pacificada sobre o assunto, seja em órgão da administração pública federal ou nos tribunais superiores. Segundo o texto divulgado na semana passado, os auditores poderiam ser punidos administrativamente e teriam que ressarcir os prejuízos das empresas com a manutenção do processo administrativo "erroneamente instaurado".

"Tirei esse artigo que previa punição aos auditores para não contaminar o processo com um tema corporativo", afirmou em reunião da comissão mista que analisa a MP. Os auditores fiscais reclamaram da inclusão do artigo e acusaram o relator de tentar colocar uma mordaça na Receita Federal.

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No artigo em que trata sobre a possibilidade de as multinacionais brasileiras poderem consolidar os resultados de coligadas e controladas no exterior o prazo foi estendido para 2022. O texto original previa que a consolidação ocorresse até 2017.

O relator incluiu também na proposta a possibilidade de as empresas pagarem IRPJ e CSLL sobre o lucro no exterior em até oito anos. O texto original previa cinco anos. No primeiro ano, serão considerados como distribuídos 12,5% do lucro. A MP, no texto inicial, previa o pagamento de 25% no primeiro ano. Essa mudança foi acordada com o governo.

Entre as medidas que foram acrescentadas estão ainda a suspensão da incidência do PIS e Cofins sobre as receitas decorrentes da venda de soja destinada a casos específicos de industrialização e a isenção de PIS e Cofins para as empresas fabricantes de pneus novos de borracha e de câmaras-de-ar de borracha que utilizarem, no processo de industrialização, em estabelecimentos implantados na Zona Franca de Manaus, borracha natural produzida por extrativismo não madeireiro na Região Norte.

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