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Otimismo econômico na América Latina cai com piora das expectativas

Indicador manteve-se abaixo da média histórica pelo décimo trimestre consecutivo, diz FGV

Economia|Do R7

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A sondagem de outubro mostrou que a piora do clima econômico é comum a quase todos os países latinos
A sondagem de outubro mostrou que a piora do clima econômico é comum a quase todos os países latinos

O otimismo econômico na América Latina, medido pelo ICE (indicador Ifo/FGV de Clima Econômico), caiu 5% em relação a julho passado, mantendo-se em nível inferior à média histórica pelo 10º trimestre consecutivo.

Na América Latina, a queda no clima econômico foi determinada pela piora das expectativas, já que a avaliação da situação atual da economia ficou estável em relação a julho. Ao nível mundial, houve queda dos dois indicadores.


A sondagem de outubro mostrou que a piora do clima econômico é comum a quase todos os países latinos que são destacados para análise. Apenas Chile e Argentina registraram melhora no ICE em relação a julho, mas ambos continuam em nível inferior à média, na fase desfavorável do ciclo econômico.

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Peru e Colômbia, que estavam em fase mais favorável, passaram para a região de avaliação negativa (desfavorável).


A Argentina foi o único país que registrou melhora no índice de expectativas (para os próximos meses) entre julho e outubro, embora permaneça na fase desfavorável. Em todos os outros países, as expectativas pioraram e somente o Peru se encontra em situação mais confortável.

A avaliação sobre a situação atual da economia melhorou e o indicador para o cenário presente permaneceu na zona favorável em quatro países: Bolívia, Chile, Colômbia e Paraguai. Na Argentina, Brasil, México e Venezuela, o indicador ficou estável e no Equador, Peru e Uruguai apresentou queda.


O ICE mundial também recuou no trimestre (-7%), ficando abaixo da média pela primeira vez desde outubro de 2012.

A piora do ICE foi disseminada entre as principais economias ocidentais. O indicador continua em nível favorável nos Estados Unidos e na União Europeia. Em ambos os casos, a piora no clima está associada ao índice de expectativas, sem alterações na percepção sobre a situação atual nos Estados Unidos, e com o registro de melhora na margem no caso da União Europeia.

No grupo dos Brics, apenas a Índia registra clima econômico favorável e melhora em relação à última Sondagem. A avaliação do clima na Rússia melhorou, mas não o suficiente para o país passar para a região favorável do ICE. Entre os Brics, o Brasil apresentou o pior Indicador de Clima Econômico.

Brasil

Em outubro, o ICE do Brasil atingiu o menor nível da série iniciada em janeiro de 1989 (44 pontos). O IE brasileiro passou de 76 pontos para 68 pontos (recuo de 11% entre julho e outubro).

As expectativas, porém, não chegaram ao “fundo do poço” (um indicador de 20 pontos) e o menor da série foi registrado em outubro de 2008 (54 pontos). Já o Índice da Situação Atual do Brasil manteve-se, em outubro, no nível mínimo (20 pontos), que havia alcançado em julho passado.

Obstáculos

Por fim, a sondagem de outubro consultou os especialistas acerca dos principais fatores que vêm limitando o crescimento econômico dos países na América Latina.

O levantamento mostra, em ordem decrescente de importância, os problemas citados como relevantes: falta de competitividade internacional foi o problema mais citado (10 países), seguido de falta de confiança na política do governo (7 países), falta de mão de obra qualificada (6 países), inflação (5 países), déficit público (5 países), falta de capital (3 países), demanda insuficiente (2 países), desemprego (2 países), barreiras às exportações (2 países) e dívida externa (2 países).

O país com o maior número de fatores limitativos ao crescimento é a Venezuela (8), seguida da Argentina e Equador (6), Brasil (5), Chile e Uruguai (4), Paraguai e Peru (3), Bolívia e Colômbia (2) e México (1).

No plano mundial, a falta de confiança na política do governo e a demanda insuficiente são considerados os principais problemas. Na América Latina, a falta de confiança na política governamental reflete um cenário de incertezas. No Brasil, inflação e falta de confiança na política do governo são os principais problemas.

O indicador do clima econômico é elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV tendo como fonte de dados a Ifo WES (World Economic Survey).

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