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Pacote do governo contra tarifaço é ‘remédio que não cura a doença’, diz economista

Davi Lelis afirmou em entrevista à RECORD NEWS que as medidas funcionam apenas como um alívio temporário

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal anunciou um pacote de R$ 18 bilhões para mitigar os impactos das novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
  • O economista Davi Lelis considera o pacote um alívio temporário, mas insuficiente para resolver o problema definitivamente.
  • Negociações de isenções com o governo americano são vistas como essenciais para reduzir os efeitos das tarifas.
  • As limitações fiscais do Brasil, devido aos juros elevados e aumento da dívida pública, restringem a capacidade de novas medidas de auxílio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o pacote de R$ 18 bilhões anunciado pelo governo federal deve reduzir parte dos impactos para as empresas, mas não será suficiente para resolver o problema de forma definitiva.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quarta-feira (22), o economista e sócio da Valor Investimentos, Davi Lelis, afirmou que as medidas funcionam como um alívio temporário.


Pacote de R$ 18 bilhões anunciado pelo governo federal deve reduzir parte dos impactos do tarifaço Reprodução/Record News

“Esse pacote de socorro do governo vem em boa hora para poder ajudar. Ele tem quatro frentes principais, mas não resolve completamente o problema. Ele é um paliativo, ele é um remédio que vai ser tomado ali por algum tempo, mas ele não cura a doença”, disse.

Para Lelis, além do pacote, o principal fator para reduzir os efeitos do tarifaço é a negociação de isenções junto ao governo americano. O especialista destacou que empresas que conseguirem ficar de fora da nova tributação terão vantagem.


O economista também alertou para as limitações fiscais do governo brasileiro diante do cenário de juros elevados e aumento da dívida pública. Na avaliação dele, o espaço para novas medidas é restrito e o auxílio precisa ser pontual. “O Brasil não vai aguentar segurar esse socorro por muito tempo, a gente já está na tampa do gasto (...). Essa ajuda vai servir pontualmente, mas o que vai resolver mesmo em longo prazo é a diplomacia”, finaliza.

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