Economia Para nove em cada dez brasileiros, aumento de impostos estimula contrabando

Para nove em cada dez brasileiros, aumento de impostos estimula contrabando

Pesquisa mostra que maioria da população culpa governo pelo aumento de produtos paraguaios

Para nove em cada dez brasileiros, aumento de impostos estimula contrabando

Maior parte dos entrevistados diz que governo tem responsabilidade pelo aumento de cigarros paraguaios contrabandeados

Maior parte dos entrevistados diz que governo tem responsabilidade pelo aumento de cigarros paraguaios contrabandeados

L. Adolfo/Estadão Conteúdo

A maioria dos brasileiros (87%) concorda que “o aumento de impostos no Brasil estimula as pessoas a trazerem produtos contrabandeados do Paraguai”. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) e são de uma pesquisa do instituto Datafolha, encomendada pelo Movimento em Defesa do Mercado Legal Brasileiro.

O levantamento mostra que 80% dos entrevistados afirmam que o governo brasileiro tem responsabilidade sobre o aumento de contrabando de produtos paraguaios. Desse total, mais da metade (55%) afirmam que o poder público tem “muita responsabilidade”.

O contrabando de cigarros paraguaios, que representa boa parte das apreensões nas regiões de fronteira, foi abordado na pesquisa. Para 80% dos entrevistados, o governo também é responsável pelo aumento desse tipo de produto no mercado nacional.

O Brasil recebe diariamente uma infinidade de produtos contrabandeados, desde eletrônicos, passando por remédios, até roupas e calçados. Como esses itens não são declarados, são vendidos no mercado negro com preços menores do que nas lojas.

Um em cada três brasileiros já comprou produto contrabandeado, diz pesquisa

Os entrevistados foram questionados se concordavam com a afirmação de que "produtos contrabandeados trazem prejuízo ao Brasil e a sua indústria". 89% concordaram. Outros 79% também dizem acreditar que "produtos contrabandeados reduzem os empregos de brasileiros".

A pesquisa do Datafolha ouviu 2.056 pessoas em todas as regiões do País, entre os dias 23 e 25 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.