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Para renovar concessão de ferrovias, governo pode exigir investimento em outras malhas, diz fonte

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo federal avalia exigir dos atuais concessionários de ferrovias do país investimentos em outras malhas ainda não administradas pelas empresas, com objetivo de desobstruir gargalos de transporte, afirmou nesta quarta-feira uma fonte do governo federal com conhecimento do assunto.

"A idéia é pegar o que será gerado com a outorga e acordar investimentos na solução de gargalos, mesmo que em outro trecho, ainda que não administrado pela concessionária", disse a fonte. "Estamos mais preocupados em garantir investimentos nas malhas do que auferir outorgas", complementou.

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"No caso das ferrovias, temos algumas maduras, que já não exigem muito a ser investido. É o caso da (ferrovia) Vitória a Minas", afirmou a fonte, se referindo à malha operada pela mineradora Vale.

Uma medida provisória deve ser publicada nos próximos dias tratando de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão de empreendimentos de infraestrutura, incluindo ferrovias, rodovias e aeroportos.

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Segundo a fonte, a determinação do governo é de não haver ajuda a empresas que estiverem em dificuldades para cumprir contratos.

"Há pleitos dos concessionários para reequilíbrio (...) Mas não faremos nada se não tivermos confiança de que o negócio ficará de pé", disse a fonte. "Ou apresenta garantias de que vai cumprir; ou chega um novo sócio e garante os compromissos. Tem que ser assim”, acrescentou.

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As concessionárias que administram os terminais aéreos vem enfrentando dificuldades para gerar receitas suficientes para honrar o pagamento de outorgas anuais e para realizar obras de expansão e ou modernização dos aeroportos.

Na semana passada, a concessionária RIOgaleão, que administra o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, afirmou que espera conseguir um acordo com o governo Temer para reequilibrar o contrato de concessão e obter empréstimo de longo prazo para investimentos previstos no leilão do terminal, arrematado por 19 bilhões de reais em 2013.

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Na lista de grupos em dificuldades, além do aeroporto internacional de Galeão, no Rio de Janeiro, a fonte citou as concessões dos aeroportos de Confins (MG) e Viracopos (SP).

"Para os terminais (aeroportos) há várias possibilidades; uma delas é a devolução da concessão. A outra é fazer uma nova licitação ou declarar caducidade da concessão", disse a fonte.

Viracopos, em Campinas (SP), é controlado pela Aeroportos Brasil, que tem como sócios os grupos UTC Participações, Triunfo Participações e Egis Airport Operation. Já Confins é administrada pelos grupos CCR e Zürich Airport.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

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