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Paraguai pede que seja facilitado comércio de países sem acesso ao mar

Segundo chanceler, país sofre com os problemas internos de seus vizinhos

Economia|Do R7

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O Paraguai exige que seja facilitado o comércio para os países sem acesso ao mar, o que significa o livre trânsito de suas mercadorias pelos países vizinhos. Em entrevista por conta da segunda conferência da ONU sobre países em desenvolvimento sem litoral, que terminou nesta quarta-feira (5) em Viena, o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, destaca ainda certos problemas técnicos e burocráticos que afetam as importações e exportações de seu país.

— A facilitação do comércio implica em livre trânsito, implica em modernização dos postos fronteiriços, na unificação dos trâmites, porque esses são os problemas que enfrentamos nos países sem litoral.

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Segundo Loizaga, os acordos entre Paraguai, Bolívia, Argentina, Brasil e Uruguai preveem o controle dos contêineres transportado em navios pelos rios Paraguai e Paraná até o Oceano Pacífico.

— Achamos que esse uso [dos controles] não pode ser constante e permanente, e que com o tempo prejudicará as exportações paraguaias ou as importações.

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É importante que o tráfego "flua e sem nenhum tipo de barreiras que pesam enormemente ao comércio internacional", acrescenta Loizaga, ao destacar que a hidrovia Paraguai-Paraná tem "máxima prioridade" para o executivo do presidente Horacio Cartes.

Além disso, o ministro lembrou que, devido aos conflitos sindicais na vizinha Argentina, os navios fluviais paraguaios estiveram em um passado recente retidos durante vários dias, causando danos econômicos, especialmente com a perda de mercadorias perecíveis.

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— São coisas que conspiram contra o normal desenvolvimento do trânsito dos países sem litoral. São fatos que escapam do governo [argentino], mas são situações que o governo tem que solucionar com o setor empresarial ou sindical.

A conferência de Viena, a segunda realizada sobre os problemas dos países sem litoral, concluiu hoje com a adoção do chamado "Programa de Ação de Viena" para melhorar as possibilidades de desenvolvimento desses países.

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Este documento é uma roteiro para os próximos dez anos, nos quais se pretende facilitar o acesso dos produtos destes países ao mercado mundial, favorecer a cooperação regional e fomentar a criação de infraestruturas que ajudem ao desenvolvimento destas nações.

Os analistas estimam que as 32 nações em desenvolvimento sem acesso ao mar perdem até 20% de seu potencial econômico por estar isolados e depender de seus países vizinhos para poder chegar aos oceanos.

Estas nações, entre as quais estão Bolívia e Paraguai, têm cerca de 500 milhões de habitantes, mas só representam 1,2% do comércio mundial, o que se traduz em uma pior situação econômica e social, em média, do que aqueles Estados que possuem saídas para o mar.

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