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Partido Socialista português exige que estatal Parpública não conclua privatização da TAP

Economia|Do R7

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LISBOA (Reuters) - O Partido Socialista (PS) português enviou uma carta ao presidente da holding estatal Parpública exigindo que não conclua a privatização da companhia aérea TAP, um dia após a derrubada do governo de centro-direita.

Em uma carta enviada pelo grupo de parlamentares do PS à Parpública, a que a Reuters teve acesso, os socialistas lembram que a "posição do PS sobre a TAP é clara e pública: o PS não aceita que o Estado não mantenha uma posição de controle, devendo ter uma intervenção e presença na definição do rumo estratégico desta empresa".

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"O PS (...) é frontalmente contra a forma como o atual processo de reprivatização tem sido desenvolvido, desde o seu início", disse, lembrando que os partidos da maioria de esquerda do Parlamento, que apoiam um eventual governo socialista, estão contra este processo.

A conclusão da venda de uma parcela de 61 por cento da empresa, ao consórcio do empresário brasileiro-americano David Neeleman e do português Humberto Pedrosa, está prevista para 12 de novembro.

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"Consideramos que não estão reunidas as condições legais nem políticas para que se mantenha este processo de reprivatização da TAP", disseram os deputados socialistas, lembrando que o atual "governo se encontra com poderes de gestão".

Na terça-feira, o PS e os partidos à sua esquerda aliaram-se e derrubaram o governo minoritário de centro-direita, que venceu as eleições de 4 de outubro, acordando viabilizar um Executivo socialista para bloquear as "excessivas" medidas restritivas, impostas com o resgate externo pedido em 2011.

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"Esperamos assim, em função do novo quadro político existente no nosso país, que o Presidente da Parpública não conclua o atual processo de reprivatização da TAP, não procedendo à assinatura dos contratos de alienação do seu capital social", disse o grupo parlamentar do PS.

Em junho, o consórcio Gateway venceu o leilão de privatização de 61 por cento da TAP, sendo que em paralelo os empregados da companhia aérea podem ficar com uma parcela adicional de 5 por cento do capital da companhia.

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O consórcio Gateway já indicou que quer investir até 800 milhões de euros na TAP e expandir as rotas para os Estados Unidos e Brasil, querendo que a endividada operadora aérea comece a dar lucros em 2016

(Por Sérgio Gonçalves)

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