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PESQUISA-Analistas de petróleo ficam mais baixistas por dúvidas sobre acordo da Opep

Economia|Do R7

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(Reuters) - Analistas de petróleo reduziram suas estimativas para o preço da commodity em 2017 pelo sexto mês consecutivo em julho, citando preocupações sobre o nível de cumprimento de cortes de produção previstos em um acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que visa limitar a oferta, o que poderia prejudicar o reequilíbrio do mercado.

A Opep e parceiros, incluindo a Rússia, concordaram em reduzir a produção em 1,8 milhão de barris por dia (bpd) até março de 2018.

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A aderência ao pacto foi alta na primeira metade do ano, mas a Agência Internacional de Energia disse em seu último relatório que o cumprimento com os cortes caiu para 78 por cento em junho, ante 95 por cento em maio, com diversos países tendo produzido mais que o acordado.

O Equador, que é membro da Opep, optou por deixar o pacto e disse que tem planos de elevar gradualmente sua produção, em um movimento que analistas dizem que tem pouco impacto sobre a oferta em geral, mas pode afetar o sentimento do mercado.

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"Os preços de longo prazo seguem baixos, e o maior risco é que alguns países da Opep não cumpram mais com os cortes tão estritamente como vinham fazendo até agora", disse o analista do Commerzbank, Carsten Fritsch.

Uma pesquisa com 33 analistas e economistas mostra que o Brent deve ficar em uma média de 52,45 dólares por barril em 2017, abaixo dos 53,96 dólares por barril estimados em junho.

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Até o momento o Brent ficou em uma média de 52,12 dólares em 2017.

A pesquisa prevê que o preço médio do petróleo nos EUA deverá ser de 50,08 dólares por barril em 2017, queda ante 51,92 dólares na pesquisa de junho.

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Os analistas também reduziram as projeções para 2018, com uma previsão de 54,51 dólares por barril para o Brent, queda ante 57,37 dólares na pesquisa de junho. Para o petróleo nos EUA a projeção é de 51,88 dólares, abaixo dos 55,20 dólares em junho.

"A verdade é simples: a Opep e a Rússia vão ter de lidar com o fato de que há uma alta na produção em outros lugares, diluindo seus esforços para reduzir a oferta. Nigéria, Líbia e o petróleo de xisto dos EUA, principalmente, destacam-se como os que estão compensando os esforços da Opep", afirma o analista do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian.

(Por Apeksha Nair e Karen Rodrigues em Bangalore)

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