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Pestana reestrutura Máquina de Vendas e BR Pharma

Economia|Do R7

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Em nove meses como consultor independente, a consultoria Enéas Pestana & Associados, do ex-presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA), assumiu a tarefa de tentar solucionar problemas de cinco grandes companhias - além de Leader e BR Pharma, do BTG, está reestruturando a varejista Máquina de Vendas, é consultor (adviser) da JBS Foods e concluiu um trabalho para a Saraiva.

Com uma equipe de 35 associados, Pestana desenvolveu um modelo próprio para reestruturar uma empresa. Nos primeiros dois meses, a consultoria faz um "diagnóstico" para apresentar à companhia. Uma das principais preocupações de Pestana é que a empresa conheça seu consumidor, identifique o que eles querem e reflita se tem um portfólio e adequado a seu público-alvo.

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Feito o diagnóstico, a equipe de Pestana cria um plano de ação e um grupo de consultores vai trabalhar na execução do projeto no escritório do cliente. "A reestruturação tem foco em pilares de gestão, ganho de sinergias e meritocracia", disse.

O primeiro projeto concluído foi um trabalho curto na Saraiva, que vendeu os ativos de materiais didáticos para a Somos Educação (ex-Abril Educação). Os demais projetos podem levar um ano e meio para serem concluídos.

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Um dos casos mais difíceis sobre a mesa da Pestana é o da BR Pharma, terceira rede de varejo farmacêutico, controlada pelo BTG Pactual, que há meses está tentando se reerguer. A empresa trocou de presidente duas vezes em um curto período de tempo, busca soluções para um problema de liquidez e perdeu mais de 80% de seu valor de mercado em um ano.

Para comandar a BR Pharma, Pestana indicou o executivo Paulo Gualtieri, que trabalhou com ele no GPA. A ordem é acelerar o processo de integração da companhia, que tem seis bandeiras, como Farmais, Rosário e a paraense Big Ben. O BTG não descarta passar a BR Pharma para frente, assim que a empresa for reestruturada, segundo fontes de mercado. Sobre esse assunto, Pestana limita-se a dizer que a venda futura cabe ao acionista (BTG).

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A integração de marcas é também o ponto-chave da reestruturação da Máquina de Vendas, a segunda maior varejista de eletrodomésticos no País. Dona de cinco marcas regionais, como Insinuante e Ricardo Eletro, a rede precisa unificar processos de compra e logística, por exemplo, para aproveitar sinergias de uma grande rede. Desde o ano passado, a empresa busca um sócio para seu negócio.

Na JBS Foods, dona da marca Seara, Pestana não tem um trabalho de reestruturação a fazer. Além de membro do conselho de administração, ele foi contratado como advisor da empresa, para opinar sobre sua estratégia de negócios.

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Workaholic

Antes do GPA, Pestana também passou pelo laboratório Dasa, GP Investments e Carrefour. No GPA, Pestana viveu momentos difíceis e teve de tocar a empresa enquanto seus acionistas - o empresário Abilio Diniz e o grupo francês Casino - travavam uma das maiores brigas da história dos negócios no Brasil. Deixou o cargo em janeiro de 2014 e teve de cumprir oito meses de um contrato de não competição com a rede.

Recusou propostas para presidir outras empresas e para ser sócio do BTG. Com o BTG, fechou um contrato de consultoria para as varejistas do banco. Pestana diz que seu trabalho vai além do varejo, mas admite que quer voltar ao ramo de supermercados como consultor - provavelmente atendendo uma concorrente do GPA. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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