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Petrobras confirma irregularidades em contrato de nafta de 2009 com Braskem

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras confirmou nesta terça-feira que uma comissão interna encontrou irregularidades na aprovação de um contrato de 2009 para fornecer nafta à petroquímica Braskem e que enviou um relatório com essas informações ao Ministério Público Federal (MPF) e à Polícia Federal.

A Petrobras afirmou em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que começou a investigar o contrato após ter acesso aos termos da delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-direitor da estatal Paulo Roberto Costa no âmbito da operação Lava Jato.


"A Comissão Interna, baseada nos trabalhos realizados e restrita à sua competência regulamentar, identificou não-conformidades em relação aos procedimentos internos de aprovação do contrato de fornecimento de nafta petroquímica à Braskem, firmado em julho de 2009", disse a estatal em comunicado.

No sábado, a TV Globo afirmou que os dois revelaram que a Braskem pagou um suborno para fechar um acordo que permitiria à empresa pagar valores abaixo do mercado pela nafta, causando perdas para a Petrobras.


A Braskem negou em um comunicado que obteve uma vantagem injusta no contrato de nafta, citando um trecho de um relatório interno da Petrobras que diz que "não foi possível, a esta comissão, identificar o prejuízo financeiro causado à Petrobras".

A companhia também disse que sempre realizou negociações transparentes, seguindo as melhores práticas de governança corporativa.


A Braskem é uma joint venture entre a Petrobras, que detém 47 por cento das ações com direito a voto, e o conglomerado Odebrecht, que possui 50,1 por cento.

A Odebrecht está atualmente envolvida na operação Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção em contratos da Petrobras com as maiores empreiteiras do país e que teria desviado recursos para partidos políticos, políticos, operadores e ex-executivos da estatal.


Os escritórios da Braskem foram vasculhados pela Polícia Federal como parte dessa investigação em junho.

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(Por Brad Haynes, em São Paulo; com reportagem adicinal de Juliana Schincariol, no Rio de Janeiro)

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