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Petrobras estuda criação de diretoria de compliance, diz CEO

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O conselho de administração da Petrobras autorizou a diretoria da petroleira, na última sexta-feira, a desenvolver estudos para a criação de uma diretoria de compliance, com o objetivo de aprimorar suas práticas de governança, afirmou nesta sexta-feira a presidente da companhia, Maria das Graças Foster.

Os estudos estão sendo feitos em meio ao avanço das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que na última sexta-feira prendeu mais um ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, além de executivos de grandes empreiteiras do país, após uma série de denúncias de corrupção nos últimos meses envolvendo grandes obras da petroleira.

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"Fizemos uma rápida síntese e obtivemos autorização para aprofundamento e preparação de proposta (de criação da diretoria)", afirmou a presidente da Petrobras, durante conferência com analistas de mercado, investidores e jornalistas. "Tivemos apoio irrestrito do conselho", destacou.

Sem entrar em detalhes, Graça Foster, como prefere ser chamada, disse que a empresa já aprovou como será a forma de trabalho desta diretoria.

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A cúpula da empresa se empenhou nesta segunda-feira em apresentar ao mercado fatos que comprovem a preocupação da petroleira em apurar internamente as denúncias de corrupção e também evitar novos casos.

Mas as ações da empresa ampliaram perdas durante a tarde e fecharam em queda de 4,55 por cento, no caso das preferenciais, e de 5 por cento, para as ordinárias, com o mercado preocupado sobre o impacto de denúncias de corrupção nas contas da empresa.

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A Petrobras poderá realizar eventuais baixas contábeis em seus ativos de acordo com o tamanho das propinas pagas na contratação das obras, tomando como base provas entregues à Justiça no âmbito da operação Lava Jato, disseram nesta segunda-feira os principais executivos da companhia.

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NOVOS CONTRATOS

Diante das denúncias de corrupção, que envolvem também contratos com diversas empreiteiras no Brasil, executivos frisaram ainda que o foco ainda é a curva de produção de petróleo.

O diretor de Exploração & Produção da Petrobras, José Miranda Formigli, e a própria presidente destacaram que contratos já assinados não devem sofrer alterações.

Em princípio também não haverá impedimento para novas contratações, a menos que fique comprovado que as empresas subornaram funcionários e ex-funcionários da Petrobras, como foi o caso da holandesa SBM Offshore.

De acordo com Graça Foster, comissão interna para investigar relação da petroleira com a SBM não encontrou não conformidades. Entretanto, a própria holandesa entrou em contato meses depois para confirmar as denúncias de corrupção.

"Fui informada que havia sim pagamento de propina a funcionários e ex-funcionários da Petrobras", afirmou.

Dessa forma, a companhia proibiu a participação da SBM em novas licitações, embora não preveja rever contratos assinados.

A Corregedoria Geral da União auditou um total de oito contratos de arrendamento de plataformas da SBM à Petrobras, no valor total de 20 bilhões de reais, informou a instituição recentemente, dando uma indicação do tamanho da empresa holandesa nos negócios da estatal.

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EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO

Apesar do cenário conturbado, o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, destacou que o crescimento da produção tem apresentado resultados acima dos anos anteriores, o que deve contribuir com a receita e com melhora do fluxo de caixa, em um cenário em que a empresa poderá encontrar restrições temporárias para acessar o mercado de dívida.

A empresa prevê exportar 82 por cento mais petróleo no segundo semestre deste ano em relação aos primeiros seis meses, com média total de 302 mil barris de petróleo/dia no segundo semestre.

"Dado o crescimento da produção, temos trabalhado com um fluxo de caixa superior a anos anteriores", afirmou Barbassa.

Ele destacou que a queda do preço do barril de petróleo também contribui com a redução de custos em reais para a importação de combustíveis.

O preço baixo do barril também reduz os percentuais cobrados de participações governamentais, o que inclui royalties e participações especiais, cobrados em grandes produções.

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(Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier)

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