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Petrobras reduz investimentos e corta produção por coronavírus e choque de oferta

Economia|Do R7

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(Texto atualizado com mais informações e contexto)

Por Luciano Costa

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SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras reduzirá investimentos em 2020 para 8,5 bilhões de dólares, de 12 bilhões de dólares antes, e ainda cortará gastos operacionais em adicional de 2 bilhões de dólares, em medidas adotadas em meio à pandemia do coronavírus e o choque de preços no mercado de petróleo.

Em fato relevante nesta quinta-feira, a estatal afirmou que também decidiu reduzir a produção de petróleo em total de 100 mil barris por dia (bpd) até o final de março, "em função da sobreoferta" no mercado externo e pela menor demanda global.

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"A companhia avaliará as condições do mercado e, em caso de necessidade, realizará novos ajustes na produção de petróleo", acrescentou.

As medidas da Petrobras incluem ainda redução e postergação de gastos com recursos humanos no valor total de 2,4 bilhões de reais.

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Em paralelo, a petroleira estatal já havia informado postergação para 15 de dezembro do pagamento de dividendos remanescentes referentes a 2019, antes previstos para 20 de maio.

A mudança de data no pagamento, que somaria 1,7 bilhão de reais para detentores de ações ordinárias e 2,5 milhões de reais para as ações preferenciais, ocorre para "preservação de caixa" em função da pandemia e do choque no mercado de petróleo, segundo a companhia.

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A Petrobras disse que a redução de investimentos envolverá principalmente postergação de atividades exploratórias, interligação de poços e construção de instalações de produção e refino, sendo possibilitada também pela desvalorização do real frente ao dólar norte-americano.

Já os cortes de gastos operacionais demandarão hibernação de plataformas em operação em campos de águas rasas, que têm custo de extração mais elevado e passaram a ter fluxo de caixa negativo com a queda dos preços do petróleo.

"A produção atual de óleo desses campos é de 23 mil bpd e os desinvestimentos nesses ativos continuam em andamento", afirmou a empresa no comunicado.

As medidas também incluem menores gastos com intervenções e poços, otimização da logística de produção e postergação de novas contratações relevantes pelo prazo de 90 dias.

"Como resultado da implementação das medidas descritas, a companhia estima que equilibrará seu fluxo de caixa no ano de 2020", apontou a Petrobras.

Os preços do petróleo Brent, referência internacional, acumulam queda de quase 60% em 2020, em meio aos impactos negativos do coronavírus sobre a demanda e a uma disputa por mercado entre Arábia Saudita e Rússia que deve gerar grande sobreoferta da commodity.

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CORTES EM RH

Na área de recursos humanos, em que prevê postergar e reduzir gastos no total de 2,4 bilhões de reais, a Petrobras disse que irá adiar o pagamento de programa de prêmio por performance em 2019 e o pagamento de horas-extras.

A companhia também vai adiar recolhimento de FGTS e de gratificação de férias, conforme previsto na medida provisória 927 de 2020.

Presidente, diretores, gerentes executivos e gerentes gerais terão postergação do pagamento de 30% da remuneração mensal.

Processos de avanço de nível e promoção para empregados estão também cancelados.

A Petrobras também irá reduzir em 50% o número de empregados em sobreaviso parcial pelos próximos três meses, além de suspender temporariamente todos treinamentos.

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