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Petrobras vende fatia em área no pré-sal por US$2,5 bi para Statoil

Economia|Do R7

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(Reuters) - A Petrobras anunciou nesta sexta-feira que seu Conselho de Administração aprovou a venda de participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está localizada importante área do pré-sal, por um preço base de 2,5 bilhões de dólares.

A venda para a petroleira norueguesa Statoil da fatia de 66 por cento no bloco na Bacia de Santos marca a primeira grande área do pré-sal incluída no plano de desinvestimentos da estatal.

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A Petrobras informou anteriormente que testes comprovaram alta produtividade em poços na região, que contém uma das maiores descobertas de petróleo no mundo nos últimos anos.

A empresa busca vender ativos para fazer frente a um endividamento líquido enorme de cerca de 370 bilhões de reais, diante de um cenário de fracos preços do petróleo. A meta de desinvestimento para este ano é obter pouco mais de 14 bilhões de dólares, com alienações em diversos segmentos.

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"A operação faz parte da política de gestão de portfólio da Petrobras que prioriza investimentos em ativos com maior potencial de geração de caixa no curto prazo e com maior possibilidade de otimização de capital e de ganhos de escala", explicou a Petrobras em nota.

A petroleira destacou que a transação ainda está sujeita a determinadas condições precedentes usuais, incluindo o direito de preferência por parte dos demais parceiros no BM-S-8, que incluem a subsidiária da portuguesa Galp no Brasil (com 14 por cento de participação no bloco), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10 por cento) e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10 por cento), que tem como sócios os fundos First Reserve Corporation e Riverstone Holdings.

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A Petrobras informou que a primeira parcela do valor negociado, correspondente a 50 por cento do preço total (1,25 bilhão de dólares), será paga no fechamento da operação pela subsídiária brasileira da norueguesa Statoil.

O restante do valor, acrescentou a empresa, será pago através de parcelas contingentes relacionadas a eventos subsequentes como, por exemplo, a celebração do Acordo de Individualização da Produção (unitização).

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PRODUÇÃO EM 2020

A norueguesa Statoil pretende começar a produção na área de Carcará em meados da década de 2020, afirmou à Reuters o chefe da área de exploração da companhia, Tim Dodson.

"Isso é bom para nós... porque isso significa que há um limitado desembolso de capital até 2020", acrescentou.

Quando a transação for fechada, vai aumentar a taxa da dívida líquida da Statoil em cerca de 1,5 ponto percentual, acrescentou Dodson.

Segundo o diretor financeiro da Statoil, Hans Jakob Hegge, a aquisição não vai impactar a política de dividendos da companhia.

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(Por Roberto Samora, em São Paulo, e Stine Jacobsen, em Oslo)

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