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Petróleo dispara e passa de US$ 115 após ataque do Irã; guerra pressiona energia global

Conflito no Oriente Médio atinge instalações de gás e petróleo, eleva preços e amplia risco para economia mundial

Economia|Do R7, com Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CPMI do INSS investiga Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Estão sendo analisadas quebras de sigilo fiscal, bancário, telefônico e telemático relacionados ao empresário.
  • Zettel é vinculado ao mercado financeiro e a operações suspeitas vinculadas ao crédito consignado.
  • A investigação inclui conexões com o resort Tayayá e o fundo Arleen, despertando o interesse do senador Sergio Moro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Analistas acreditam que o cenário para o petróleo, agora, é de risco prolongado Eli Hartman/Reuters - 11.06.2025

Os preços do petróleo avançaram com força nesta quinta-feira (19) após ataques do Irã a instalações de energia no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, superou US$ 115 e atingiu o maior nível em mais de uma semana.

Durante o dia, contratos futuros do Brent chegaram a subir quase US$ 8, com pico de US$ 115,10. Já o petróleo dos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), também avançou e chegou perto de US$ 100 por barril.


A alta ocorre em meio à escalada do conflito. O Irã lançou ataques contra estruturas de gás e petróleo na região após ação militar de Israel contra o campo de South Pars, uma das maiores reservas de gás do mundo.

Segundo a analista Priyanka Sachdeva, da Phillip Nova, o cenário indica risco prolongado.


“A escalada no Oriente Médio, os ataques à infraestrutura de petróleo e a morte da liderança iraniana apontam para uma interrupção prolongada no fornecimento de petróleo”, afirmou.

Países mais atingidos

Os impactos atingiram diferentes países. No Catar, a estatal QatarEnergy informou “danos extensos” em um dos principais centros de processamento de gás natural. A área concentra parte relevante da produção global de GNL.


No Kuwait, um drone atingiu uma unidade da refinaria Mina al-Ahmadi e provocou incêndio. Na Arábia Saudita, um ataque aéreo atingiu a refinaria SAMREF, em Yanbu, enquanto mísseis direcionados a Riad foram interceptados.

A ofensiva também elevou o preço do gás natural. O índice europeu TTF registrou alta de 24% no mesmo dia, refletindo temor de interrupção no fornecimento.


O Catar condenou os ataques e alertou para efeitos globais.

“Os ataques brutais do Irã contra países da região ultrapassaram todos os limites, visando civis, bens civis e instalações vitais”, declarou o Ministério das Relações Exteriores do país.

Tensão

A tensão envolve diretamente grandes produtores de energia. South Pars, alvo inicial do conflito, responde por parcela significativa da produção mundial de gás. O campo é compartilhado entre Irã e Catar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais: “Israel não fará novos ataques no que se refere ao extremamente importante e valioso campo de South Pars, a menos que o Irã, de forma imprudente, decida atacar um país inocente, neste caso, o Catar”.

Trump também alertou para reação americana em caso de novos ataques iranianos contra aliados. O governo avalia reforço militar na região diante do avanço da crise.

Além da guerra, o cenário econômico também influencia o mercado. O banco central dos Estados Unidos manteve juros estáveis e projetou inflação mais alta, cenário pressionado pelos efeitos do conflito.

A combinação entre risco geopolítico e incerteza econômica sustenta a alta das commodities. Para analistas, o comportamento do petróleo deve seguir sensível a novos ataques e decisões militares nos próximos dias.

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