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PF indicia Marcelo Odebrecht e outros sete por suspeita de corrupção

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Polícia Federal indiciou nesta segunda-feira Marcelo Odebrecht, da família controladora da Odebrecht, e outras sete pessoas por suspeita de envolvimento em corrupção em obras da Petrobras, mostraram documentos protocolados pela PF junto à Justiça.

Entre as obras que tiveram irregularidades, segundo a PF, estão as da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

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Odebrecht está preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, suspeito de envolvimento no esquema bilionário de corrupção investigado pela operação Lava Jato.

Também foram indiciados os executivos ligados à Odebrecht Rogério Santos de Araújo, Alexandrino Alencar, Márcio Farias da Silva e César Ramos Rocha, além de João Bernardi Filho, ex-funcionário da empreiteira.

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Foram indiciados, ainda, o ex-funcionário da Petrobras Celso Araripe e o empresário Eduardo de Oliveira Freitas Filho.

Em nota, a Odebrecht afirmou que, embora sem fundamento sólido, o indiciamento já era esperado e disse que Marcelo Odebrecht e os executivos ligados à companhia "aguardarão a oportunidade de exercer plenamente o contraditório e o direito de defesa".

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Entre as irregularidades que teriam sido cometidas pelos executivos da Odebrecht, a Polícia Federal cita em relatório enviado à Justiça o suposto pagamento de propina ao ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e a participação da empreiteira em cartel para obter contratos de obras da petroleira.

O relatório da PF afirma ainda haver indícios de que Marcelo Odebrecht tinha conhecimento das supostas irregularidades cometidas pelos executivos da companhia e de que teria tentado atrapalhar as investigações da Lava Jato.

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No documento, a PF pede ainda a manutenção da prisão preventiva de Marcelo Odebrecht e dos demais executivos que têm ligação com a empreiteira "face a necessária garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal tanto em face a potencial continuidade delitiva como pela influência negativa que soltos poderiam promover quanto as apurações ainda em curso".

A Lava Jato investiga um bilionário esquema de corrupção na Petrobras no qual empreiteiras formaram um cartel para obter contratos de obras da estatal com sobrepreço e, em troca, pagavam propina a funcionários da petroleira, a operadores que lavavam o dinheiro do esquema, a políticos e a partidos.

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(Reportagem de Eduardo Simões)

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