PIB brasileiro pode ter resultado pior em 2026 se guerra no Irã se prolongar, diz economista
Economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no quarto trimestre de 2025, com total de 2,3% de alta no ano passado
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3) mostram que a economia brasileira ficou abaixo do desempenho de 2024.
Segundo o levantamento, o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro registrou um crescimento de 0,1% no quarto trimestre de 2025, e um crescimento de 2,3% no ano passado, com destaque para o setor agropecuário, seguido pelas atividades de serviços e pela indústria.

Para o economista Miguel Daoud, o resultado é um impacto direto da taxa de juros na economia do país, que está atualmente em 15% ao ano. Outro ponto destacado por ele que contribuiu para o resultado é a questão tributária, que acaba por ser um peso aos empresários, somada à informalidade do país.
Com o atual conflito no Oriente Médio, Daoud acende o alerta para um possível resultado pior neste ano, caso a guerra se prolongue, causando mais processos inflacionários no país e dificultando mais a economia.
“É uma boa notícia, o PIB cresceu, e vem desacelerando. A má notícia é que podemos ter um resultado pior este ano, caso essa questão da guerra dos Estados Unidos contra o Irã possa ter uma duração muito grande e isso acaba contaminando vários canais de inflação, ou seja, alimentando vários canais de inflação aqui no nosso país”, comenta o economista em entrevista ao Alerta Brasil desta terça.
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Apesar do destaque do agro no resultado, a indústria chama a atenção pelo baixo desempenho, resultado da falta de mão de obra especializada, acesso a tecnologias e medidas governamentais que oneram o setor, lista Daoud.
Ele menciona a necessidade da mudança de mentalidade de governantes para reverter esse cenário, até mesmo para o agro, que não deve registrar números tão bons neste ano.
“O agro é que vem investindo, mas só que esse ano de 2026, pode esquecer, não vai ter esse desempenho, dadas as condições de endividamento, custo, preço. Então é isso. Agora, qual é o projeto que nós temos aí? Nós precisamos perguntar para alguém que tenha vontade de fazer, coisa que nós não percebemos no Brasil”, finaliza.
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