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Prazos para licenças no setor de petróleo podem cair pela metade até 2016, diz IBP

Economia|Do R7

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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O tempo para que as petroleiras obtenham licenciamento ambiental para perfuração de poços de petróleo no Brasil poderá cair pela metade até 2016, previu nesta quinta-feira um representante da indústria do país, que trabalha em parceria com o Ibama para reduzir o prazo.

A demora para a obtenção das licenças é um ponto bastante crítico da indústria, gerando queixas recentes de integrantes do setor.

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Atualmente, os prazos para realizar atividades de sísmica são de cerca de dois anos e meio. Para perfuração, o tempo é de até quatro anos.

A esperada redução do prazo será resultado de um trabalho do instituto em conjunto com o Ibama, realizado desde 2013, para a melhoria de processos e criação de instrumentos para agilizar os licenciamentos para sísmicas, perfurações e produção, afirmou nesta quinta-feira a jornalistas o gerente de Segurança, Meio Ambiente e Saúde e Operações do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), Carlos Henrique Mendes.

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Ele explicou que a redução do tempo será influenciada principalmente pela implementação de um sistema eletrônico e a criação de um banco de dados.

"Essas melhorias, quando incorporadas como um todo, vão resultar em ganho não só na qualidade como também na celeridade do processo", afirmou Mendes.

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Representantes do IBP, que representa diversas petroleiras com atuação no país, têm declarado em diferentes eventos que o processo demorado para a realização de licenciamentos tem atrapalhado o segmento de petróleo.

Em entrevista à Reuters nesta semana, o presidente da unidade brasileira da francesa Total, Denis Palluat, disse que a demora na liberação de licenciamentos ambientais para as atividades exploratórias em blocos de petróleo arrematados na décima primeira rodada, realizada pelo Brasil em 2013, deve atrasar o início das atividades em algumas áreas.

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A Total avalia que as atividades de perfuração nos blocos adquiridos ocorrerão um ano depois do previsto, por conta da demora no licenciamento.

Quando questionado sobre as reclamações do setor, o presidente do Ibama, Volney Zanardi, rebateu as críticas nesta quinta-feira e declarou que não há atrasos para licenciamentos. E o que existe na realidade, segundo ele, são algumas dificuldades sobre o nível de detalhamento de alguns estudos.

Para Zanardi, o Ibama dá espaço para que as petroleiras apresentem contrapropostas para a melhoria de procedimentos, o que, segundo Zolney, não acontece.

"Estamos abertos a otimizar, melhorar a eficiência dos estudos, mas isso tem que ser dentro de uma agenda conjunta", afirmou o presidente do Ibama. “Na medida em que setores e quem fizer as críticas trouxer propostas, elas podem ser consideradas, mas isso infelizmente não têm acontecido no dia a dia do licenciamento, então acho que essa critica é esvaziada."

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(Por Marta Nogueira)

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