Economia Preço da casa própria fica estável e acumula queda real de 4% em 2019

Preço da casa própria fica estável e acumula queda real de 4% em 2019

Valor médio do metro quadrado seguiu inalterado em 2019 após dois anos seguidos de quedas nominais, aponta FipeZap

  • Economia | Alexandre Garcia, do R7

Inflação superou o preço do m² pelo 5º ano seguido

Inflação superou o preço do m² pelo 5º ano seguido

Rodrigo de Oliveira/Caixa - 3.6.2016

Os brasileiros que sonham em realizar o sonho da casa própria seguem com motivos para comemorar. Segundo dados do índice FipeZap, que analisa o comportamento do mercado imobiliário em 50 cidades do país, o preço médio do metro quadrado construído permaneceu inalterado no território nacional ao longo do ano passado.

Com a variação de 0%, o valor do metro quadrado fechou 2019 comercializado na faixa dos R$ 7.235. Significa dizer que para colocar as mãos nas chaves de um apartamento "padrão", com 65 m² e até dois dormitórios, no Brasil é necessário desembolsar, em média, R$ 470 mil.

Agora, se a previsão de inflação oficial no acumulado entre janeiro e dezembro seja confirmada em 4,13%, o indicador resultará em uma queda real de 3,96% no preço dos imóveis para o período. 

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Trata-se do quinto ano consecutivo em que o valor dos imóveis fica abaixo do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Além da perda real, o preço médio do metro quadrado havia registrado quedas nominais em 2017 (-0,53%) e 2018 (-0,21%). A sequência de resultados sem alta nominal, no entanto, ainda passa longe de reverter as valorizações significativas no valor dos imóveis entre 2009 e 2013.

Rio segue com o metro quadrado mais caro, apesar da queda de 2,25% em 2019

Rio segue com o metro quadrado mais caro, apesar da queda de 2,25% em 2019

Pixabay

Cidades

Entre as cidades analisadas pelo índice, o Rio de Janeiro (RJ) segue como o local com o preço do m² mais elevado (R$ 9.331). A manutenção da capital fluminense no topo da lista ocorre mesmo após a queda de 2,25% no preço dos imóveis comercializados na cidade.

Na sequência aparece São Paulo (SP), cidade onde o preço médio do metro quadrado construído saltou para R$ 9.015 (+2,26%) ao longo do ano passado. Apesar da alta, o valor corresponde a uma queda real de 1,7% ante à inflação esperada para o período.

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Também figuram com preços mais elevados do que a média nacional os imóveis das cidades de Balneário Camboriú (SC) e Brasília (DF), onde cada metro quadrado está avaliado em, respectivamente, R$ 7.359 e R$ 7.346.

Por outro lado, a cidade mineira de Betim tem o metro quadrado mais barato do país (R$ 2.974) e é seguida por São José dos Pinhais (PR), Contagem (MG), Pelotas (RS), São José do Rio Preto (SP), Praia Grande (SP), Novo Hamburgo (RS), Londrina (PR) e Blumenau (SC). Nas localidades, cada espaço mínimo de terra está avaliado por R$ 3.429, R$ 3.729, R$ 3.848, R$ 3.890, R$ 3.903, R$ 3.914, R$ 3.971 e R$ 3.984, respectivamente.

Entre as capitais, os preços mais baixos do metro quadrado são encontrados em Campo Grande (R$ 4.165) e Goiânia (R$ 4.211), ambas situadas no Centro-Oeste brasileiro.

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