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Preço do diesel no Brasil encerra semana no maior valor desde maio, diz ANP

Impulsionado pela disparada do petróleo no exterior e em período de alta demanda no campo, o combustível atinge R$ 7,13 nas bombas

Economia|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O preço médio do diesel S-10 no Brasil atingiu R$ 7,13 por litro, o maior valor desde maio, segundo a ANP.
  • A alta nos preços do diesel é impulsionada pela disparada das cotações do petróleo no mercado internacional e pela alta demanda no plantio de soja.
  • Conflitos internacionais, como entre Rússia e Ucrânia, e ataques mútuos entre EUA e Irã, influenciam o aumento do preço do petróleo.
  • O governo brasileiro adota medidas de subvenção para mitigar os impactos da alta dos preços, mas a importação de 30% do diesel complica o cenário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Medida de subvenção do governo tenta amortecer o impacto dos preços aos distribuidores Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

O preço médio do diesel S-10 nos postos do Brasil subiu 2,3% nesta semana ante a anterior, para R$7,13 por litro, maior patamar desde o final de maio, aponta pesquisa da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O avanço dos preços do combustível mais consumido do Brasil ocorre após uma disparada das cotações do petróleo e seus derivados no mercado internacional ao longo deste mês, em um momento em que começa o plantio de soja no país, considerado um dos períodos de maior demanda por diesel.


O petróleo Brent, referência internacional, fechou nesta sexta-feira (18) a US$104,87 o barril, contra cerca de US$ 93 no início do mês, à medida que os EUA e o Irã retomaram os ataques mútuos. Desdobramentos dos conflitos entre Rússia e Ucrânia também impactaram o mercado.

Defasagem de preços

A escalada de valores no mercado internacional ampliou para níveis recordes também a defasagem em relação aos valores praticados pela Petrobras no Brasil, levando importadores no país a adiar decisões de compra e aumentando preocupações com restrições localizadas de oferta e distorções regionais no mercado brasileiro.


O governo brasileiro tem lançado mão de medidas para amortizar os impactos da alta do mercado brasileiro, com programas de subvenção ao diesel. Entretanto, 30% do combustível consumido no Brasil são importados e nem todos os agentes têm participado das iniciativas do governo.

A Fecombustíveis, sindicato que representa cerca de 40 mil postos no Brasil, afirmou, em nota nesta sexta-feira, que acompanha com preocupação os efeitos da instabilidade do mercado internacional de petróleo sobre os preços e o abastecimento de combustíveis no Brasil. A entidade alertou que eventuais aumentos ao consumidor não podem ser analisados exclusivamente a partir do preço exibido nas bombas.


“Qualquer avaliação sobre a evolução dos preços deve considerar todo o percurso do combustível: produção, importação, refino, distribuição, logística, tributação e mistura obrigatória de biocombustíveis, até sua chegada ao posto”, declarou.

A federação reforçou ainda a necessidade de que autoridades, órgãos de defesa do consumidor e a sociedade analisem a formação dos preços de maneira ampla e técnica, evitando atribuir à revenda variações de custos que muitas vezes têm origem muito antes da chegada do combustível aos postos.


Medida para conter alta

A Petrobras informou na última quarta-feira (16) um aumento de R$ 1 por litro no preço médio do diesel para distribuidoras, a partir de quinta (17), acrescentando que houve também concessão de desconto no mesmo valor por conta da subvenção econômica do governo federal, neutralizando o ajuste.

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