Economia Preços da gasolina e do diesel sobem nos postos após ataques

Preços da gasolina e do diesel sobem nos postos após ataques

Motoristas pagaram, em média, R$ 4,317 pelo litro da gasolina e R$ 3,582 pelo do diesel ao abastecer nesta semana, afirma a ANP

Combustíveis

Gasolina subiu 0,16% e diesel ficou 0,56% mais caro

Gasolina subiu 0,16% e diesel ficou 0,56% mais caro

Ricardo Moraes/Reuters

O preço médio da gasolina e do diesel cobrado nos postos brasileiros subiu nesta semana após os ataques a unidades petrolíferas na Arábia Saudita no último sábado (14), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (20), pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Os motoristas que abasteceram seus carros nos últimos dias desembolsaram, em média, R$ 4,317 por litro ao optar pela gasolina e R$ 3,582 ao escolher o diesel.

Os novos valores correspondem a altas de, respectivamente, 0,16% e 0,56% em relação ao último levantamento da ANP, revelado há uma semana, quando o litro da gasolina custava, em média, R$ 4,310 e o do diesel, R$ 3,562.

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A alta no preço dos combustíveis já era esperada com os ataques no Oriente Médio, que resultaram em um salto de quase 15% no valor do petróleo Brent na segunda-feira. Diante da valorização, a Petrobras comunicou que iria segurar os preços da gasolina e do diesel no curto prazo.

A manutenção durou apenas três dias. Já na quinta-feira (19), a estatal aumentou o preço da gasolina (+3,5%) e do diesel (+4,2%) nas refinarias. O repasse dos reajustes aos motoristas, no entanto, dependem de outros fatores e não acontecem imediatamente.

Informado que alguns postos repassaram os reajustes antes mesmo do aumento de preço chegar aos donos dos postos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou durante sua live semanal no Facebook que vai investigar o que classificou com prática abusiva.

"O preço continuava o mesmo, [mas] teve aumento aqui. Isso para mim é um abuso. A gente vai pra cima deles, tudo que estiver de acordo com a lei, puder defender o consumidor, nós faremos", disse o presidente, que anunciou ter determinado que o Ministério das Minas e Energia entre em contato com a ANP para ver o que está acontecendo. "Isso não pode continuar", avaliou.