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Premiê britânica pede unidade em 2017 após divisões expostas por referendo sobre UE

Economia|Do R7

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LONDRES (Reuters) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, prometeu em mensagem de Ano Novo neste domingo buscar um acordo de saída da União Europeia (UE) que funcione para todos os britânicos, e não apenas para os que votaram a favor de deixar o bloco no referendo que, segundo ela, expôs as divisões do país.

Em junho passado, os britânicos aprovaram, por 52 por cento contra 48 por cento dos votos, a chamada “Brexit”, a saída da UE, e o tom do debate público sobre como deve se dar essa saída tem sido marcado pela hostilidade.

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Theresa May disse em mensagem transmitida pela TV que, apesar das divisões, os britânicos compartilham um desejo de viver em um país mais forte, mais justo e mais seguro.

“Essas ambições nos unem, e assim nós não somos mais os 52 por cento que votaram pela saída e os 48 por cento que votaram para permanecer, mas uma grande união de pessoas e nações com uma história gloriosa e um futuro brilhante”, declarou ela.

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“Então, quando eu me sentar na mesa de negociações na Europa neste ano, vai ser com isso em mente: a consciência de que eu estou lá para conseguir o acordo certo, e não apenas pelos que votaram para sair, mas por cada pessoa deste país.”

Theresa May prometeu acionar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE, a medida formal para iniciar as negociações sobre os temos da saída britânica, até o fim de março.

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O processo de saída vai levar anos, e a premiê tem dado poucos detalhes sobre o acordo que ela vai buscar com os outros 27 países do bloco.

Ela se tornou primeira-ministra e líder do Partido Conservador em julho depois que o seu antecessor, David Cameron, renunciou com o resultado do referendo. Tanto ele quando Theresa May apoiaram a opção de permanecer na UE.

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"UNIÃO PRECIOSA"

Na mensagem de Ano Novo, a premiê também fez referência à “união preciosa” entre as quatro partes do Reino Unido, que vive um momento de tensão desde que Inglaterra e Gales votaram para sair da UE, enquanto Escócia e Irlanda do Norte votaram para permanecer.

A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, tem afirmado que vai fazer tudo que puder para garantir que o desejo dos escoceses seja respeitado e levantou a possibilidade de um futuro referendo sobre a independência escocesa.

Na sua mensagem de Ano Novo, Sturgeon disse: “Estamos determinados para que o voto de permanecer na UE da Escócia seja respeitado e para que as pessoas na Escócia mantenham o maior número possível dos benefícios de integrar a UE, incluindo liberdade para trabalhar, viajar e estudar em outros países membros”.

(Por Estelle Shirbon)

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