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Premiê grego diz que não vai aceitar retorno à austeridade

Economia|Do R7

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ATENAS (Reuters) - A Grécia não vai aceitar qualquer retorno à austeridade, afirmou o primeiro-ministro Alexis Tsipras nesta segunda-feira, acrescentando que está convencido de que acertará um acordo com parceiros internacionais para manter as finanças do país à tona.

"A chave para um compromisso honrado (com os credores da União Europeia e Fundo Monetário Internacional) é o reconhecimento de que a política anterior de extrema austeridade falhou não só na Grécia, mas em toda a Europa", disse Tsipras ao jornal Ethnos em uma entrevista.

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O governo de esquerda da Grécia venceu as eleições em janeiro com a promessa de reverter o rigor orçamentário e renegociar os termos de um resgate de 240 bilhões de euros. Mas o governo tem enfrentado resistência por parte de parceiros da zona do euro.

Apesar de Atenas ter recebido uma extensão de quatro meses para o acordo de resgate, o acordo de 20 de fevereiro não deu à Grécia acesso à ajuda prometida pela zona do euro e pelo FMI, o que levou a uma crise de liquidez.

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Para obter a ajuda restante, Atenas deve acertar um pacote revisado de reformas. Com o dinheiro acabando, o governo tem procurado emitir mais dívida de curto prazo, mas o Banco Central Europeu até agora tem se recusado a dar luz verde.

Tsipras disse que as políticas de resgate dos últimos cinco anos levaram a uma recessão sem precedentes, desemprego recorde e uma crise humanitária. Atenas pode encontrar um terreno comum com os seus parceiros com base nas reformas propostas, mas as negociações permanecem duras.

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"Independentemente dos obstáculos que encontrarmos no nosso esforço de negociação, não vamos voltar para as políticas de austeridade", disse o primeiro-ministro.

Questionado se o governo tinha um plano alternativo se seus parceiros continuassem a recusar qualquer margem de manobra sobre as necessidades de financiamento, Tsipras disse esperar que o problema seja resolvido na cúpula da UE desta semana, marcada para quinta e sexta-feira.

(Por George Georgiopoulos)

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