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Presidente da Fiat Chrysler busca mega acordo antes de deixar cargo

Economia|Do R7

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LONDRES/MILÃO (Reuters) - O chefe da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, está esperando por um grande negócio, possivelmente nos Estados Unidos, para resolver a fraqueza da montadora e cimentar seu legado antes de deixar o cargo no começo de 2019, disseram fontes familiarizadas com a situação.

No entanto, a sétima maior montadora de veículos do mundo, que tem uma das maiores dívidas do setor, quase não consegue atingir o ponto de equilíbrio financeiro na Europa e deve queimar caixa por anos para reformular a marca Alfa Romeo, pode enfrentar dificuldades para encontrar um parceiro.

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Marchionne e a família Agnelli, fundadora da Fiat, estão mostrando interesse particular na General Motors, disseram várias fontes. O interesse decorre do fato que o mercado norte-americano vem sendo considerado principal para a FCA há anos. Além disso, a GM é forte na Ásia, onde a FCA é fraca e a montadora norte-americana está ansiosa para se expandir na Europa depois que sua tentativa de aliança com a PSA Peugeot Citroën fracassou.

No entanto, um porta-voz da GM disse que a companhia está focada em executar sua própria estratégia, enquanto uma fonte em um banco norte-americano familiarizada com o assunto disse que a GM "realmente não está interessada" em algum negócio com a FCA.

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"Marchionne claramente colocou o cartaz 'à venda'", disse um executivo do setor bancário próximo da Peugeot e da General Motors. "Ele tem tateado em todos os cantos numa tentativa de criar opções, mas até agora ninguém mordeu a isca."

Marchionne, que tem dado pistas cada vez mais diretas de que ele deseja uma aliança para iniciar uma consolidação no setor que seja capaz de compartilhar custos de investimentos e financiar desenvolvimento de carros mais limpos e recursos como condução autônoma, disse no mês passado que uma aliança com a GM e a Ford seriam "tecnicamente realizáveis".

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No entanto, o presidente-executivo de 62 anos da FCA disse que nada está sobre a mesa no momento.

Um porta-voz da FCA não quis comentar o assunto, mas uma fonte de fora da companhia que está familiarizada com a estratégia disse: "Os EUA são onde a FCA está se concentrando agora. Marchionne está trabalhando muito em seu último acordo e algo acontecerá antes de 2018."

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Alguns executivos da indústria disseram que os recentes comentários de Marchionne podem ter sido uma tentativa de criar uma guerra de ofertas ao sugerir um interesse maior do que o que existiria de fato na empresa.

"O Sergio é um grande jogador de pôquer. Todo o barulho que eles está fazendo tem como objetivo esconder o fato que os anos dourados da FCA estão perto do fim", disse outro executivo de banco de investimento que trabalha próximo da indústria automotiva.

A FCA planeja investir 48 bilhões de euros para fabricar novos Jeeps e Maseratis e reformular a Alfa Romeo. A maior parte dos analistas da indústria duvida que Marchionne vai alcançar a alta de 60 por cento nas vendas, para 7 milhões de carros, que vislumbra para 2018. A FCA vendeu 4,6 milhões de veículos no ano passado, uma alta de 6 por cento sobre 2013.

(Por Pamela Barbaglia, Sophie Sassard e Agnieszka Flak)

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