Economia Presidente do IBGE diz que Brasil pode se aproximar do pleno emprego em 2026

Presidente do IBGE diz que Brasil pode se aproximar do pleno emprego em 2026

Marcio Pochmann acredita que a marca pode ser atingida se o cenário atual da economia se mantiver

Agência Estado
Resumindo a Notícia
  • Presidente do IBGE prevê pleno emprego no Brasil até 2026 com dinamismo econômico.

  • Desafio é garantir empregos de qualidade, destaca Marcio Pochmann.

  • Atividade econômica cresceu 3,6% ao ano, reduzindo desemprego em 35,4%.

  • Crescimento recorde de 853 mil vagas em um trimestre, alcançando 100,5 milhões de ocupados.

Segundo IBGE, desemprego no trimestre encerrado em novembro caiu para 7,5%

Segundo IBGE, desemprego no trimestre encerrado em novembro caiu para 7,5%

Agência Brasil / Marcelo Camargo

O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, afirmou que o mercado de trabalho brasileiro pode se aproximar do pleno emprego em 2026 caso a atividade econômica mantenha o dinamismo atual.

O desafio, porém é assegurar uma geração de postos de trabalho de qualidade. A projeção foi feita em postagem na rede social X, antigo Twitter, na noite desta segunda-feira (1º).

"Após a Covid-19, o economia brasileira voltou a recuperar o nível de atividade ao ritmo de 3,6% ao ano, em média. Com isso, a ocupação acumulou o crescimento de 19,6% entre 2021 e 2023, o que permitiu reduzir em 35,4% o número total de desempregados. Se mantiver o mesmo dinamismo econômico, o País poderá chegar ao ano de 2026 com a ocupação quase plena da força de trabalho. Um trunfo extremamente positivo, comparável à realidade do mundo do trabalho observada em 2014, 12 anos depois. Mas nem tudo é alvissareiro. A questão que emerge é a qualidade da ocupação gerada no País", observou Pochmann, na postagem na rede social.

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O IBGE divulgou na semana passada que a taxa de desemprego no País caiu de 7,6% no trimestre terminado em outubro para 7,5% no trimestre encerrado em novembro, menor resultado desde fevereiro de 2015, segundo os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Considerando apenas trimestres terminados em novembro, a taxa de desocupação foi a mais baixa desde 2014.

O país registrou uma geração de 853 mil vagas em apenas um trimestre, levando a um recorde de 100,5 milhões de pessoas trabalhando.

O contingente de desempregados recuou em 209 mil pessoas em um trimestre, totalizando 8,202 milhões de pessoas em busca de trabalho no trimestre até novembro, menor nível desde abril de 2015.

Houve geração de 515 mil vagas com carteira assinada no setor privado em apenas um trimestre, totalizando 37,727 milhões de pessoas trabalhando nessas condições, o segundo maior contingente desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, atrás apenas do desempenho de junho de 2014.

A população ocupada na informalidade também aumentou, alcançando novo ápice de trabalhadores no trimestre até novembro: 39,4 milhões.

Pochmann ressalta na postagem que, "nos últimos três anos, o emprego assalariado com carteira assinada no setor privado acumulou crescimento de 16,4%, ao passo que a ocupação informal subiu acumuladamente 20,3% no mesmo período de tempo".

"Além disso, o rendimento médio dos ocupados registrou perda de 5,2% entre 2021 e 2023. O rendimento médio mensal dos ocupados, por exemplo, equivaleu em 2023 a 33,4% do PIB mensal por ocupado enquanto em 2020 era de 42,5%", acrescentou Pochmann, na publicação.

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