‘Prévia do PIB’ indica crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2025
Indicador que antecipa resultado oficial do PIB brasileiro teve recuo de 0,2% em dezembro; porém, acumulado do ano fechou em alta
Economia|Do R7, em Brasília
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A economia brasileira pode ter um crescimento total de 2,5% em 2025, segundo as estimativas do BC (Banco Central) divulgadas nesta quinta-feira (19), por meio da “prévia do PIB (Produto Interno Bruto)”. O indicador revelou, ainda, um recuo de 0,2% nas atividades, na comparação com novembro.
Os números fazem parte do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), conhecido por antecipar os números do PIB — a soma de todos os bens produzidos no país. No entanto, o resultado oficial só será divulgado em 3 de março, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Desde o ano passado, o BC divulga as variações do IBC-Br por setor da economia. Em dezembro, por exemplo, o segmento que se destacou foi o da agropecuária, com aumento de 2,3% na atividade econômica. Além disso, no trimestre encerrado naquele mês, o índice registrou alta de 0,4%, na comparação com o mesmo intervalo anterior.
Atividade econômica e taxa de juros
Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE. O índice do Banco Central mostra o nível de atividade dos setores da economia — agropecuária, indústria, comércio e serviços — e do volume de impostos arrecadados no país.
O índice também apresenta detalhes sobre a evolução da atividade econômica e ajuda o BC a tomar decisões sobre a Selic — a taxa básica de juros no Brasil, definida atualmente em 15% ao ano.
A Selic é o principal meio para a instituição financeira garantir o alcance da meta definida para a inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central aumenta a taxa básica de juros, por exemplo, a finalidade é conter uma demanda aquecida.
A medida causa reflexos nos preços, faz o crédito encarecer e estimula a poupança por parte da população. Contudo, ao mesmo tempo em que taxas de juros mais altas ajudam a reduzir a inflação, elas podem dificultar a expansão da economia.
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