Inflação

Economia Previsão de inflação para 2022 cai para 6,7%, mostra BC

Previsão de inflação para 2022 cai para 6,7%, mostra BC

Nona redução consecutiva das expectativas de alta dos preços surge em linha com deflação registrada em julho, motivada pelo corte de impostos

  • Economia | Do R7

Expectativa mantém perspectiva de que o IPCA fechará 2022 acima do teto da meta

Expectativa mantém perspectiva de que o IPCA fechará 2022 acima do teto da meta

Edu Garcia/R7 - 20.04.2022

Os sinais de uma nova deflação neste mês de agosto fizeram os analistas do mercado financeiro consultados pelo BC (Banco Central) derrubar, pela nona semana consecutiva, as expectativas para a inflação deste ano.

Com a atualização publicada nesta segunda-feira (29), a previsão atual é que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerre 2022 em 6,7%, ante alta prevista de 6,82%. Há quatro semanas, a expectativa era de um salto de 7,15% nos 12 meses finalizados no próximo mês de dezembro.

As previsões de alta menor dos preços surgem depois da redução da alíquota do ICMS sobre a gasolina e a energia elétrica nos estados — após o governo federal ter zerado o PIS/Cofins sobre a gasolina e o etanol até o fim deste ano. Na avaliação das instituições, o alívio deve ser sentido no bolso das famílias até o fim de 2022.

Mesmo menores, as novas expectativas ainda mostram que o IPCA chegará ao fim deste ano acima da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%).

O próprio BC já admite que o índice oficial de preços vai furar o teto da meta preestabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) pelo segundo ano seguido, conforme dados apresentados na última edição do RTI (Relatório Trimestral de Inflação). De acordo com o documento, não há possibilidade de a inflação ficar dentro do teto da meta em 2022.

O novo furo do teto da meta também é previsto pelo governo federal, que revisou para 7,9% a expectativa de inflação para este ano, conforme projeções apresentadas pelo Boletim Macrofiscal, do Ministério da Economia.

Para 2023, a previsão para o índice oficial de preços caiu pela segunda vez em 18 semanas, de 5,33% para 5,3%, aposta também acima da meta definida para o ano que vem. Já para 2024 e 2025, as expectativas para o IPCA foram mantidas em, respectivamente, 3,41% e 3%.

Com a nova previsão, a aposta na cotação do dólar na chegada de 2023 segue em R$ 5,20. Para os preços administrados, tais como energia e combustíveis e planos de saúde, a expectativa caiu pela 14ª semana e passou para uma queda estimada em 1,96% neste ano. Há quatro semanas, a aposta havia entrado pela primeira vez no campo negativo (-0,75%) após o corte de impostos.

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